O CEO da Unitree, Wang Xingxing, afirmou que a indústria de robôs humanoides chinesa se aproxima de um 'momento ChatGPT', após a IPO estourada da empresa em Xangai, que colocou sobre a mesa a ambição da China de liderar a nova fronteira de máquinas com IA.
Metas ambiciosas para inteligência encarnada
- Wang disse, durante a World Robot Conference em Pequim, que a indústria está perto de um avanço onde robôs entram em ambientes desconhecidos e completam a maioria das tarefas com comandos simples de voz ou texto, sem treinamento prévio.
- O objetivo é que um robô introduzido em uma casa desconhecida alcance cerca de 80% de tarefas com sucesso apenas por comandos verbais ou escritos, considerado um ponto de inflexão para crescimento explosivo do setor.
- O The Jerusalem Post reforça que Wang vê isso como um marco para a inteligência corporal dos robôs, alinhando-se ao potencial de mudança de paradigma apontado por veículos indianos.
Performances e controvérsias
- O Free Press Journal destaca o robô 'Superman' da Unitree, que segundo a empresa atinge 45,6 km/h, superando até mesmo Usain Bolt, além de pular 2 metros do repouso — afirmações ainda não verificadas por terceiros.
- A mesma fonte nota que o modelo foi desenvolvido em pouco mais de três meses, com pernas de apenas 0,85 metro, deixando espaço para aprimoramentos.
- O H1 anterior da Unitree atingiu 10 m/s, segundo o Free Press Journal, mostrando a evolução da empresa em velocidade e agilidade.
Realidade e expectativas
- Wang alertou ao The Economic Times que um salto maior no software de robôs pode acontecer entre dois e três anos no cenário otimista, ou até cinco a dez anos no máximo.
- Georg Stieler, especialista em automação, ressaltou a postura mais realista de Wang diante da euforia da conferência e do IPO, apontando para uma lacuna entre promessas e realidade técnica.
- Unitree é, segundo dados do setor, o maior produtor global de robôs cães e o segundo maior de robôs humanoides por volumen de envios.
- Wang também disse que a maior parte dos recursos da empresa hoje vai para world models — simulações de IA física — e que a aplicação real desses sistemas ainda é um desafio.


