Trump nomeou Jay Clayton, chefe dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, para liderar a nova “Super Intelligence Force”, com a função de coordenar os esforços do governo federal para manter os EUA na vanguarda da inteligência artificial.
Nomeação e contexto
Segundo a La Libre Belgique, o anúncio foi feito por meio da rede Truth Social do presidente, confirmando que Clayton, que já ocupa o cargo de diretor de inteligência dos EUA, assumirá a função de referente em IA.
A 20 Minuten acrescenta que a nomeação ocorreu no domingo, 4 de outubro, e que Clayton havia já revelado a criação do grupo e sua designação em uma entrevista ao Wall Street Journal no sábado anterior.
A BFMTV também confirma a data e acrescenta que o grupo de trabalho será chamado de “unité super intelligence”.
Objetivos da Super Intelligence Force
De acordo com a La Libre Belgique, a força tem a missão de “garantir que os Estados Unidos continuem a serem líderes mundiais em matéria de Super Intelligence”, que o presidente descreve como um fenómeno mais importante que a revolução industrial e a internet, capaz de proteger os interesses e melhorar a vida de todos os americanos.
Jay Clayton, citado pela 20 Minutes e pela BFMTV, declarou à imprensa que a primeira prioridade será manter os EUA à frente na corrida pela super inteligência, privilegiando os interesses do povo americano.
Segundo o documento de missão obtido pelo Wall Street Journal e mencionado pela 20 Minuten e pela BFMTV, o grupo deverá elaborar propostas para responder às ameaças associadas à IA para a sociedade, ao mesmo tempo que evita a superregulação e a captura regulatória – prática em que agentes do setor definem as regras para preservar vantagens competitivas.
Abordagem à regulamentação e reações
A 20 Minuten e a BFMTV indicam que a célula deixará a indústria responsável pela maior parte da gestão dos riscos da IA, trabalhando em conjunto com as empresas do setor.

Após uma reunião na Casa Branca na terça‑feira, os dirigentes da OpenAI, Anthropic, Google e Meta assumiram compromissos como a inclusão de avaliadores independentes e o reforço de controles internos, conforme relatado pela 20 Minuten.
A mesma fonte nota que Trump considerou os alertas sobre os perigos da IA como excessivamente alarmistas e advertiu contra um arrependimento no ritmo de desenvolvimento da tecnologia, citando as preocupações de Dario Amodei (Anthropic), Sam Altman (OpenAI) e Demis Hassabis (Google).
Ele sugeriu que, em vez de regulamentação preventiva, a responsabilidade civil das empresas deveria ser usada para responder a falhas de IA, semelhante ao que ocorre com fabricantes de bens de consumo, segundo a 20 Minuten.
A 20 Minuten ainda informa que, em fins de setembro, Trump publicou um decreto que passa a tratar a IA como “super inteligência” em todos os serviços do governo federal.
Por fim, a BFMTV menciona que o grupo de trabalho será composto, entre outros, pelo vice‑presidente JD Vance, pelo secretário de defesa Pete Hegseth e pelo secretário do Tesouro (ministre des Finance).


