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Trump nomeia chefe dos EUA para Super Intelligence Force

Jay Clayton, diretor de inteligência dos EUA, vai coordenar esforços federais para manter os EUA na liderança em IA, evitando superregulação e deixando a indúst

04 de out., 12:32 9 fontes · 4 países Regulação Regulação
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Funcionários do governo americano em reunião sobre inteligência artificial Foto: Mico Medel / Pexels

Trump nomeou Jay Clayton, chefe dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, para liderar a nova “Super Intelligence Force”, com a função de coordenar os esforços do governo federal para manter os EUA na vanguarda da inteligência artificial.

Nomeação e contexto

Segundo a La Libre Belgique, o anúncio foi feito por meio da rede Truth Social do presidente, confirmando que Clayton, que já ocupa o cargo de diretor de inteligência dos EUA, assumirá a função de referente em IA.

A 20 Minuten acrescenta que a nomeação ocorreu no domingo, 4 de outubro, e que Clayton havia já revelado a criação do grupo e sua designação em uma entrevista ao Wall Street Journal no sábado anterior.

A BFMTV também confirma a data e acrescenta que o grupo de trabalho será chamado de “unité super intelligence”.

Objetivos da Super Intelligence Force

De acordo com a La Libre Belgique, a força tem a missão de “garantir que os Estados Unidos continuem a serem líderes mundiais em matéria de Super Intelligence”, que o presidente descreve como um fenómeno mais importante que a revolução industrial e a internet, capaz de proteger os interesses e melhorar a vida de todos os americanos.

Jay Clayton, citado pela 20 Minutes e pela BFMTV, declarou à imprensa que a primeira prioridade será manter os EUA à frente na corrida pela super inteligência, privilegiando os interesses do povo americano.

Segundo o documento de missão obtido pelo Wall Street Journal e mencionado pela 20 Minuten e pela BFMTV, o grupo deverá elaborar propostas para responder às ameaças associadas à IA para a sociedade, ao mesmo tempo que evita a superregulação e a captura regulatória – prática em que agentes do setor definem as regras para preservar vantagens competitivas.

Abordagem à regulamentação e reações

A 20 Minuten e a BFMTV indicam que a célula deixará a indústria responsável pela maior parte da gestão dos riscos da IA, trabalhando em conjunto com as empresas do setor.

Foto da Casa Branca onde o anúncio da nomeação foi feito
Foto: Jan van der Wolf / Pexels

Após uma reunião na Casa Branca na terça‑feira, os dirigentes da OpenAI, Anthropic, Google e Meta assumiram compromissos como a inclusão de avaliadores independentes e o reforço de controles internos, conforme relatado pela 20 Minuten.

A mesma fonte nota que Trump considerou os alertas sobre os perigos da IA como excessivamente alarmistas e advertiu contra um arrependimento no ritmo de desenvolvimento da tecnologia, citando as preocupações de Dario Amodei (Anthropic), Sam Altman (OpenAI) e Demis Hassabis (Google).

Ele sugeriu que, em vez de regulamentação preventiva, a responsabilidade civil das empresas deveria ser usada para responder a falhas de IA, semelhante ao que ocorre com fabricantes de bens de consumo, segundo a 20 Minuten.

A 20 Minuten ainda informa que, em fins de setembro, Trump publicou um decreto que passa a tratar a IA como “super inteligência” em todos os serviços do governo federal.

Por fim, a BFMTV menciona que o grupo de trabalho será composto, entre outros, pelo vice‑presidente JD Vance, pelo secretário de defesa Pete Hegseth e pelo secretário do Tesouro (ministre des Finance).

Apurado em 9 fontes

La Libre Belgique (Bélgica) · 20 Minuten (Suíça) · BFMTV (França)

ver as 9 fontes

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