Nvidia e Foxconn divulgaram que a montagem robótica da barra de distribuição (Busbar) do superchip GB300 ultrapassou a taxa de sucesso de 95%, conforme demonstrado em apresentação conjunta.
Segundo o IT Home, a taxa de sucesso na inserção de múltiplos conectores varia entre 90% e 95%, enquanto o tempo alvo para a montagem da Busbar fica dentro de 124 segundos e para o conjunto de quatro conectores dentro de 72 segundos. Esses indicadores foram apontados como principais melhorias em relação ao processo manual, que ainda dependia fortemente de trabalhadores especializados para a mesma tarefa. O United Daily News acrescenta que o objetivo geral de ciclo de produção é não exceder o dobro do tempo gasto por um operador humano experiente, indicando que a automação busca manter a produtividade dentro de limites comparáveis ao trabalho humano.
O IT Home explica que o GB300 faz parte da plataforma Blackwell Ultra, revelada na conferência GTC de março de 2025, integrando 72 GPUs Blackwell Ultra e 36 CPUs Grace em um único rack refrigerado por líquido, funcionando como uma GPU única por meio do interconexo NVLink. A mesma fonte detalha que o projeto destaca a arquitetura de alto desempenho voltada para cargas de trabalho de IA, com foco em densidade de computação e eficiência energética.
Mesma fonte informa que a Foxconn detém mais de 40% do mercado global de servidores de IA e é principal fornecedora dos gabinetes GB200 e GB300 da Nvidia, além de estar desenvolvendo o projeto K‑1 para adotar arquitetura de 800 VDC em suas instalações, visando melhorar a integração entre energia e refrigeração nos data centers de IA. O IT Home também menciona que a Foxconn já havia exibido sistemas GB300 na COMPUTEX de 2025, juntamente com plataformas de robótica e manufatura inteligente.

O United Daily News destaca que a Foxconn já iniciou a produção em larga escala do gabinete Vera Rubin NVL72, baseado na nova arquitetura de IA da Nvidia, com linhas totalmente automatizadas que atendem a clientes como a Microsoft. A empresa projeta crescimento de dois dígitos no terceiro trimestre e manutenção de expansão acima da média para o ano inteiro, reforçando a confiança na escalabilidade da nova geração de infraestrutura de IA.
Não foram divulgados valores exatos de produção mensal nem os custos envolvidos na implementação das células robóticas, nem detalhes sobre a taxa de defeitos após a montagem ou a vida útil esperada dos sistemas automatizados. Também não foram informados os prazos previstos para a expansão total da automação em outras linhas de fabricação nem os indicadores de consumo de energia das novas células robóticas.


