O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao Partido Democrata que a supervisão da inteligência artificial (IA) seja sua principal prioridade. Em um jantar fechado de arrecadação de fundos em Manhattan, na quinta-feira (12/09/2026), ele disse ao líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, que o partido precisava de um 'plano muito claro' para lidar com a segurança e os impactos econômicos da tecnologia.
O que Obama defendeu
Obama disse que a IA anda 'muito rápido nas mãos privadas' – sem controle, pode ser perigosa. Sugeriu criar um 'plano de segurança' e garantir que as crianças não sejam 'corrompidas' pela tecnologia. Mas reconheceu benefícios: aceleração no desenvolvimento de medicamentos, avanços na energia limpa. A fala ocorreu enquanto executivos da área alertavam, como o CEO da Anthropic, Dario Amodei, que pediu desaceleração, e pesquisadores que estimam riscos existenciais.
Contexto político e divergências
A declaração veio a menos de dois meses das eleições de meio mandato nos EUA, e o Congresso não teve avanços significativos na regulação da IA. O presidente Donald Trump, por outro lado, disse no domingo (13/09) que os EUA precisam liderar a corrida de IA e que as preocupações com segurança são exageradas. Trump já se opôs a regulamentações estaduais e defendeu a instalação de datacenters, chamando opositores de 'atrasados e pobres'. O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, disse que Obama está certo e que os republicanos 'abdicaram de sua responsabilidade de governar'.
O que ainda não foi divulgado
Obama não disse quais propostas legislativas específicas ou prazos o plano terá. Não foram divulgadas as reações de outros líderes do partido ou a posição oficial da campanha democrata para 2028 – ele havia sugerido que os candidatos a ela a incorporassem.

