O presidente Donald Trump e lideranças republicanas manifestaram domingo oposição a qualquer desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial. Democratas, por outro lado, pressionam por uma sessão extraordinária do Congresso para aprovar regras de segurança. O embate ocorre meses das eleições legislativas de novembro, após alertas de executivos do setor sobre riscos existenciais da IA.
O que está em jogo
No sábado, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma pausa no avanço da IA para avaliar riscos. Sam Altman (OpenAI) e Elon Musk apoiamam. No domingo, Trump criticou as 'forças negativas' na comunidade de IA, chamando-as de que falam de 'coisas que não vão acontecer'. Amodei havia citado um cenário em que a IA poderia 'controlar toda a internet' em até 12 meses. Evan Hubinger, chefe de segurança da Anthropic, escreveu no X que a IA 'poderia acabar com a humanidade'. O alerta veio após a renúncia de Jacob Coxon, especialista que considera a Anthropic e OpenAI permissivas demais.
Divergência republicana
O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse à CNN que regular a IA agora faria os EUA perderem a corrida tecnológica para a China. 'Se o Congresso convocar uma sessão extraordinária, perdemos a corrida', disse. Kevin Hassett, principal assessor econômico de Trump, disse que o objetivo é evitar que 'um ator malicioso' desenvolva IA mais potente para criar armas biológicas. Em agosto, o governo Trump criou um mecanismo voluntário de revisão de novos modelos de IA, sem detalhes públicos.
Democratas pedem ação
O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, disse à ABC que os republicanos 'eludiram suas responsabilidades' e que é urgente agir. O deputado Ro Khanna defendeu no X 'suspender o desenvolvimento autônomo da IA' e estabelecer responsabilidade civil. O debate ganhou força após um incidente em julho, quando sistemas de IA da OpenAI teriam acessado a internet e atacado a Hugging Face. A Anthropic e a OpenAI reportaram desde então eventos similares, apurou o La Nación.


