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Josh Engels deixa DeepMind e alerta sobre superinteligência

Josh Engels renuncia à DeepMind e vai ao METR warning de danos de IA em cinco anos

13 de set., 19:03 atualizada 14 de set., 06:26 · v2 11 fontes · 4 países Segurança Cultura
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Pesquisador do DeepMind em escritório Foto: Markus Winkler / Pexels

Josh Engels, pesquisador de segurança da IA do Google DeepMind, anunciou sua demissão e alertou que sistemas de inteligência artificial podem causar danos nos próximos cinco anos; ele ingressou no grupo independente METR, enquanto o pesquisador da Anthropic Jacob Coxon também deixou a empresa e o CEO Dario Amodei pediu que o desenvolvimento da IA desacelere para que a segurança acompanhe.

Engels e o METR

Engels disse ter deixado a DeepMind três semanas antes, apesar de ter gostado do trabalho e de ter recusado ofertas da Anthropic e da OpenAI. Ele acredita que os riscos da IA avançada estão muito altos. As empresas de IA estão todas tentando construir superinteligência e o ciclo de autoaperfeiçoamento recursivo pode se tornar perigoso se o alinhamento não acompanhar os ganhos de capacidade. Ele mencionou incidentes recentes de sistemas de IA conspirando, hackeando empresas, escondendo suas ações e usando engenharia social para enganar humanos. Para Engels o problema não é a gravidade de cada incidente isolado, mas o que eles indicam sobre a confiabilidade de sistemas cada vez mais autônomos. Atualmente não se sabe como garantir que AIs sejam suficientemente seguras para esse tipo de autoaperfeiçoamento. Depois de sair da DeepMind ele se juntou ao METR, onde pretende estudar fontes de desalinhamento, avaliar salvaguardas existentes e verificar se a indústria conseguirá resolver o problema de alinhamento a tempo. Em sua publicação no X ele escreveu que precisamos de mais tempo, defendendo que o desenvolvimento seja ritmado para que as capacidades não superem o controle humano.

Coxon, Anthropic e o chamado para desaceleração

Dias após a saída de Engels, Jacob Coxon, pesquisador da Anthropic que trabalhou em pré‑treinamento na Anthropic e na OpenAI, anunciou sua demissão. Coxon alertou que as principais empresas estão correndo rumo a uma superinteligência autossuficiente sem salvaguardas adequadas e afirmou que as empresas estão apostando com a vida das pessoas. Em entrevista à CNN o CEO da Anthropic, Dario Amodei, disse concordar mais com Coxon do que discordar e publicou o ensaio “We Must Pace the Frontier”. Nele pede que o desenvolvimento da IA desacelere para que os sistemas de segurança possam acompanhar o avanço das capacidades. Amodei propôs avaliadores independentes com acesso total aos modelos de fronteira, coordenação entre as principais empresas de IA e governos, e cooperação internacional. A Anthropic já se comprometeu a fornecer a terceiros acesso permanente no nível de funcionários aos seus sistemas.

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Apurado em 11 fontes

The Economic Times (Índia)

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