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Apple apresenta novas provas de roubo de segredos por ex-funcionário na OpenAI

Apple entrega à Justiça perícia do MacBook de Chang Liu, acusando-o de levar segredos comerciais para a OpenAI após pedir demissão em janeiro.

01 de set., 23:02 14 fontes · 8 países Segurança
SegurançaOpenAIApple
MacBook em perícia forense com ferramentas de investigação digital ao lado Foto: cottonbro studio / Pexels

A Apple entregou novo material à Justiça, reforçando a acusação de que Chang Liu, ex-funcionário que hoje trabalha na OpenAI, levou informações sigilosas da empresa e usou-as nos projetos da concorrente. A conclusão vem de uma perícia realizada no MacBook pessoal de Liu, segundo documentos que a Apple divulgou ao tribunal esta semana.

A ação foi aberta em julho de 2024. Na época, a Apple já acusava Liu, que era engenheiro sênior de sistemas elétricos, de ter baixado arquivos confidenciais antes de pedir demissão em janeiro. Agora, a empresa aprofunda a acusação ao dizer que ele teria explorado uma brecha de segurança para continuar acessando dados internos mesmo após o desligamento.

Quatro pontos-chave da perícia

O Webrazzi teve acesso aos novos documentos e publicou detalhes da análise forense feita no MacBook de Liu. Segundo o veículo, a Apple destaca quatro descobertas:

A empresa chamou as descobertas de “chocantes” na petição judicial. Procurada por outros veículos, a OpenAI não se pronunciou. Chang Liu nega as acusações, conforme informam fontes com conhecimento próximo ao caso.

Entrada do escritório da OpenAI em São Francisco com logotipo da empresa
Foto: Mindaugas U / Pexels

Contexto e implicações

Chang Liu esteve anos na área de engenharia de hardware da Apple, envolvido em projetos com tecnologia proprietária. Sua transferência para a OpenAI, que compete com a Apple em várias frentes de desenvolvimento de IA, chamou a atenção da empresa. A Apple já deixou claro que considera a inteligência artificial uma prioridade estratégica.

A ação reúne, no entanto, desafios práticos. A Apple pede que a OpenAI libere todos os arquivos produzidos com a participação de Liu. Até agora, o tribunal não se manifestou sobre o pedido. Não há previsão divulgada para a próxima audiência.

Incógnitas que permanecem

Nenhum documento processual disponível até o momento detalha quais projetos exatos da OpenAI teriam usado o esquema do chip da Apple. Tampoco se sabe se a perícia identificou mais conexões entre os dados acessados e os modelos treinados pela equipe de Liu na nova empresa.

O caso segue sendo observado de perto por analistas do setor, que veem na disputa um dos primeiros confrontos diretos entre duas potências da tecnologia — uma no hardware, outra no software — pela hegemonia da inteligência artificial.

Apurado em 14 fontes

Webrazzi (Turquia)

ver as 14 fontes

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