Mark Zuckerberg, da Meta, e Elon Musk, da Tesla e SpaceX, pediram nesta terça-feira a construção de mais centros de dados para inteligência artificial e alertaram para gargalos de mão de obra qualificada e de energia elétrica, durante uma reunião de ministros da Tecnologia do G20 nos Estados Unidos. O encontro, organizado pela Casa Branca em Chapel Hill (Carolina do Norte), foi dedicado a manter a revolução da IA livre de regulamentações pesadas, segundo O Globo e o Malay Mail. Ambos os executivos participaram por vídeo.
O que foi pedido
Zuckerberg afirmou que a expansão da infraestrutura exigiria centenas de milhares, talvez milhões, de postos de trabalho especializados. “O que descobrimos na Meta é que não conseguimos encontrar os profissionais qualificados para construir os centros de dados que tentamos construir”, disse, segundo O Globo. Musk ressaltou o alto consumo de energia dos data centers e alertou que uma futura escassez poderia dar vantagem à China. O executivo também criticou as regras europeias, que chamou de obstáculo à inovação, e defendeu menos restrições — ponto que o Malay Mail registra, mas O Globo não menciona.
Demis Hassabis, do DeepMind, destacou, segundo o Malay Mail, o potencial econômico de alcançar uma IA com capacidade humana, um tema ausente na cobertura do Globo.
Onde as versões se separam
O Globo data o evento como 1ª de setembro de 2026; o Malay Mail publica o dia 2 de setembro, mas ambos chamam o dia de terça-feira — o que indica que ao menos uma das datas está incorreta. Japan Today e RFI Afrique se limitaram ao apelo por mais centros de dados, sem detalhar energia, mão de obra ou contexto eleitoral. Nenhuma traz menção a discursos específicos ou ao cenário político.

Oposição crescente e a batalha pela energia
As declarações saíram num momento de crescente resistência à construção de centros de dados de IA nos Estados Unidos, um debate já inserido na campanha para as eleiíções de meio de mandato, segundo O Globo e Malay Mail. O encontro, organizado pela Casa Branca em Chapel Hill, foi pensado para debater as disrupções e oportunidades da IA e, segundo as fontes, tinha como meta manter essa revolução tecnológica longe de regulamentações pesadas e fiscalização estatal.
Segundo o Malay Mail, a onda de oposição ganha força com preocupações sobre contas de energia mais altas, ruído gerado pelos centros e a pressão política das eleições norte-americanas. O Globo também destaca a pressão política.
Os dois empresários não estiveram fisicamente presentes. Participaram por meio de links de vídeo, conectando-se aos ministros que estavam na sala.
Como cada mercado contou
- O Globo: foca na crise de energia e emprego; omite a crítica de Musk à regulação europeia e a fala de Hassabis sobre IA de nível humano.
- Malay Mail: inclui os alertas sobre energia, a crítica europeu e a projeção econômica do DeepMind, com foco em como o apelo de Zuckerberg e Musk se encaixa no contexto global.
- Japan Today e RFI Afrique: limitam-se ao apelo por mais centros de dados e energia, sem aprofundar emprego, regulações ou eleições.


