Gao Yang, cofundador e cientista-chefe da Spirit AI, disse que um avanço nos cérebros de robôs humanoides, semelhante ao lançamento do GPT‑3 que deu origem ao ChatGPT, pode chegar por volta de meados de 2027.
Previsão e comparação com o GPT‑3
Ele disse à imprensa que o marco seria comparável ao lançamento do modelo GPT‑3.0 da OpenAI, permitindo que os robôs compreendam comandos em linguagem natural e executem ações físicas razoáveis.
Situação atual e usos industriais
De acordo com Asharq Al-Awsat e BNN Bloomberg, os robôs da Spirit AI atingem 90 % de acerto em tarefas simples dentro de ambientes de sala de estar estruturados.
A empresa já tem dezenas de unidades do modelo Moz1, um humanoide sobre rodas, operando nas linhas de produção da CATL e do JD.com.
Nos próximos um a dois anos, a expectativa é de aplicações industriais; dois anos a partir de agora, robôs devem aparecer em serviços comerciais realizando tarefas mais simples.
Entrar em lares, porém, continua muito mais difícil, segundo as fontes.

Desafios de dados e limitações técnicas
Asharq Al-Awsat e The News International apontam que a implantação residencial pode levar pelo menos oito anos devido a um gargalo de dados.
A Spirit AI emprega cerca de mil contratados em todo o país que usam equipamentos vestíveis para coletar dados reais de casas e fábricas.
O treinamento depende fortemente dessas capturas do mundo real, pois simuladores lidam bem com corpos rígidos, mas falham com objetos flexíveis como cabos elétricos deformáveis.
Persistem ainda dificuldades em ações finas de motor, como abrir uma garrafa, e em lidar com tarefas nunca vistas anteriormente.


