Na próxima semana, cerca de 150 chefes de Estado e líderes se reúnem na assembleia anual da ONU em Nova York para debater as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, o risco de explosão global e a necessidade de coordenação internacional sobre inteligência artificial; será a última participação desse tipo do secretário‑geral Antonio Guterres, que deixa o cargo após dez anos.
Conflitos em destaque
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenski falará na quarta‑feira e deve participar de uma reunião do Conselho de Segurança sobre o conflito.
O primeiro‑ministro israelense Benjamin Netanyahu estará em Nova York, enquanto o presidente palestino Mahmud Abás só poderá participar por videoconferência após a negativa de visto dos EUA.
A delegação iraniana, incluindo o presidente Masud Pezeshkian, foi autorizada a viajar aos Estados Unidos para o evento.
A guerra na Ucrânia, que já dura quatro anos e meio, e a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia continuarão na agenda, assim como o frágil plano de paz em Gaza.
Ausências e tensões geopolíticas
O líder chinês Xi Jinping não comparecerá; ele vai a Washington para encontrar Donald Trump na quinta‑feira.
Embora a China apoie o multilateralismo na ONU, considera esta semana de alto nível como domínio dos Estados Unidos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, falará na terça‑feira de manhã; o presidente ucraniano Volodymyr Zelenski falará na quarta‑feira, com possibilidade de reunião do Conselho de Segurança.
Debate sobre regulamentação da IA
O tema da regulamentação da inteligência artificial será discutido após uma série de incidentes e alertas de líderes empresariais.
Vários países devem apoiar o chamado de Antonio Guterres por uma 'coordenação global' sobre IA.
Novas iniciativas podem surgir ao longo das discussões.


