A Nvidia estuda reduzir a capacidade de memória de alta largura de banda (HBM) em seus chips gráficos de próxima geração, a Rubin Ultra, devido à dificuldade de suprimento no mercado. A empresa testa variantes com capacidades significativamente menores do que o 1TB de HBM4E anunciado inicialmente, visando contornar gargalos na cadeia de produção de memória.
Ajustes técnicos diante da escassez
Segundo reportagens do The Information e análises da TrendForce, a Nvidia avalia alternativas como as versões de 8-Hi HBM4e, 12-Hi HBM4 e 8-Hi HBM4. Em testes, algumas unidades apresentaram entre 192GB e 256GB de memória, patamares abaixo dos 288GB presentes na série Rubin atual. A mudança de direção, que foge da tendência de expansão de memória por pacote, é atribuída à oferta restrita de DRAM prevista até 2027, incertezas na validação de tecnologias mais complexas como a 12-Hi HBM4e e limitações de energia em data centers.
Impacto no mercado e perspectivas
Apesar da redução na memória, o desempenho teórico em FLOPS deve ser mantido nas versões em análise. Clientes consultados indicaram que o ajuste pode resultar em preços menores, o que seria vantajoso para companhias focadas na redução de custos operacionais. A Nvidia, que recentemente firmou parcerias de infraestrutura com o SK Group para assegurar o fornecimento de componentes, ainda não definiu o mix final de produtos. O movimento reflete um recuo na meta original de 16 camadas de memória, passando por um cancelamento de configuração multichip (MCM) até o atual design de dois chips.
O que ainda não foi divulgado
- A proporção exata de responsabilidade entre a escassez de suprimento, limitações de energia e estratégias de redução de custos para a decisão de corte de memória.
- Quais clientes do segmento de nuvem (hyperscalers) já aceitaram as especificações reduzidas.
- O cronograma definitivo para a versão que entrará em produção em massa após o próximo ano.

