A dois dias das eleições israelenses, o primeiro-ministro Benjamín Netanyahu compartilhou em seu perfil no X uma publicação que alerta sobre o risco de um 'segundo Holocausto' caso não consiga a reeleição. O texto, escrito por Yuval Bloomberg, associa a possível derrota de Netanyahu à ameaça existencial representada por Irã e seus aliados, aproveitando também a relação entre o líder israelense e o presidente norte-americano Donald Trump.
Publicação e reações
O post de Netanyahu contou com uma imagem gerada por inteligência artificial mostrando uma explosão nuclear, reforçando o tom alarmista do conteúdo. O texto questiona a relevância de algumas das principais controvérsias políticas da campanha, como o serviço militar obrigatório para os ultraortodoxos, as relações com Catar e as supostas falhas anteriores ao ataque de 7 de outubro. Segundo o autor, tais temas seriam uma 'enorme cortina de fumaça' em relação à suposta principal ameaça ao país.
A crítica mais contundente veio de Yair Golan, líder do partido opositor Democratas, que acusou Netanyahu de semear medo para fins políticos. Em comunicado, Golan exigiu a suspensão das redes sociais do primeiro-ministro e afirmou que ele e seu círculo 'perderam a noção'. A oposição também destacou o uso inadequado de uma imagem de explosão nuclear sobre Tel Aviv como uma tentativa de manipulação emocional.
Divergências na narrativa
Enquanto a campanha de Netanyahu baseia-se no combate à ameaça iraniana, destacando sua aliança com Trump como estratégia, a oposição enquadra o discurso como uma tentativa de desvio de conversa. A publicação também faz referência direta a figuras como Kamala Harris e 'Mamdani', sugerindo insegurança sobre quem assumiria o poder nos EUA após Trump, mas sem oferecer detalhes sobre como isso impactaria diretamente Israel — fato não aprofundado nas fontes consultadas.
O que ainda não foi divulgado
- Detalhes sobre como uma mudança no governo israelense afetaria concretamente a política de segurança nacional;
- Reações formais de lideranças internacionais ao discurso de Netanyahu;
- Repercussões específicas dentro do bloco opositor além das declarações de Yair Golan;
- Contexto técnico sobre o uso de imagens geradas por IA em campanhas eleitorais no país.


