Satya Nadella, CEO da Microsoft, escreveu na plataforma X que qualquer busca por superinteligência deve partir do princípio de que a IA construída ajude a humanidade e fique sob controle humano, caso contrário não vale a pena; ele também pediu avaliadores embutidos nos sistemas e aceleramento difuso dos benefícios da tecnologia entre países, comunidades e empresas.
Ele disse que é preciso acelerar e difundir os benefícios da IA entre nações, comunidades e companhias, exigindo um ambiente onde modelos de código aberto e fechado possam coexistir.
As companhias devem manter comando total sobre seus próprios ciclos de aprendizado e sobre os modelos, podendo incorporar seu conhecimento tácito nos pesos sem ficar refém de um único fornecedor.
Nadella advertiu que a governança da IA não pode ficar concentrada em poucos atores; deve ter representação de muitos atores do ecossistema, incluindo academia, nações e diferentes áreas de atuação.
Ele ressaltou que o acesso aberto e a escolha em cada camada da pilha de IA são centrais para a estratégia da Microsoft e que pretende publicar amanhã para consulta pública o Código de Conduta que subjaz aos modelos MAI de primeira parte.
Líderes da indústria pedem desaceleração
Segundo o The Economic Times, o presidente da Anthropic, Dario Amodei, propôs reduzir o ritmo do avanço da IA e usar avaliadores de segurança independentes, ideia já apoiada por Sam Altman, da OpenAI, e por Elon Musk.
Em ensaio, Amodei escreveu que a IA pode curar a maioria das doenças graves nos próximos cinco a dez anos, impulsionar o crescimento econômico, criar um mundo de abundância e fortalecer a democracia, mas alertou que riscos como perda de controle, uso indevido para ciberataques e bioterrorismo e perturbação econômica são preocupações que especialistas levantam.

Ele lembrou que trabalha na área de IA há doze anos porque acredita que a tecnologia pode elevar a qualidade de vida humana e que a corrida para o fundo, movida por incentivos comerciais, pode agravar esses perigos.
O mesmo veículo anotou que Nadella, Demis Hassabis (da Google) e outros executivos concordam com a necessidade de um ritmo mais lento para evitar esses riscos.
Onde a cobertura diverge
A Mint dá ênfase ao chamado específico de Nadella por avaliadores embutidos nos sistemas e ao seu post na rede social X, enquanto o Economic Times destaca o consenso mais amplo entre líderes do setor para desacelerar o avanço da IA, citando também o apoio de Demis Hassabis e a menção a Elon Musk.
A primeira fonte concentra‑se nas propostas de controle interno e na visão de ecossistema aberto da Microsoft; a segunda dá mais peso ao alarme conjunto sobre os perigos de um desenvolvimento acelerado sem freios adequados.
O que ainda não foi divulgado
- O texto completo do Código de Conduta que a Microsoft pretende publicar para consulta pública.
- Detalhes operacionais sobre como os avaliadores seriam integrados aos modelos e pesos de IA, incluindo mecanismos de feedback e atualização.
- Informações sobre o cronograma exato para a liberação do código de conduta e dos primeiros materiais de consulta pública.
- Critérios específicos que serão usados para selecionar os avaliadores independentes de segurança.


