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Iris lança agentes de busca e fundo de 30 mi para cinema

Pesquisadores liberam Iris‑mini e Iris‑pro, agentes de busca com até 397 B parâmetros, e líderes do cinema anunciam fundo de 30 mi de euros para obras independe

07 de set., 14:06 6 fontes · 3 países Modelos Pesquisa
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sala de servidores com iluminação baixa Foto: Christina Morillo / Pexels

Pesquisadores divulgaram Iris‑mini e Iris‑pro, agentes de busca de 35 B‑A3B e 397 B‑A17B parâmetros, que lideraram os resultados abertos em BrowseComp, BrowseComp‑ZH, DeepSearchQA e HLE; simultaneamente, dirigentes do cinema revelaram o fundo Iris, com 30 mi de euros para apoiar produções independentes, durante fórum internacional na França.

Desempenho dos agentes de busca Iris

As perguntas usadas para treinar os agentes nascem da estrutura de hiperlinks de um corpus web. Partindo de uma página inicial e seus links externos, cria‑se um grafo de entidades; sobre esse grafo são montadas cadeias de múltiplos saltos. Toda entidade que não contém a resposta é reescrita como uma referência descritiva, de modo que a solução não possa ser encontrada por simples correspondência de strings. Só são mantidas as questões que um modelo de referência falha em responder de forma fechada (closed‑book) mas consegue quando recebe as provas de apoio.

Essas perguntas viram trajetórias, que são filtradas tanto no nível da trajetória quanto em cada turno antes do ajuste fino supervisionado (SFT). Depois a política é otimizada por aprendizado por reforço (RL) em busca ao vivo, com o juiz de recompensa e o sumarizador de observação rodando dentro do próprio cluster de treinamento. Quando a trajetória fica muito longa ela é interrompida no nível do pedido e retomada a partir do prefixo comprometido no passo seguinte. O treinamento alterna entre SFT e RL em um ciclo chamado SFT‑RL climbing: após cada rodada RL as trajetórias mais difíceis de resolver e as mais eficientes são devolvidas para a próxima passagem supervisionada.

Os autores ressaltam que o gerenciamento de contexto no momento da inferência tem maior impacto nos benchmarks do que a maioria das diferenças relatadas entre sistemas; por isso todos os números são apresentados tanto com quanto sem esse recurso, mantendo fixo o conjunto de ferramentas, o limite de contexto e o juiz. Todos os experimentos utilizaram um único agente ReAct, sem sub‑agentes e sem verificação no momento do teste. Com o gerenciamento ativado, o Iris‑mini obteve 82,2/84,8/86,9/52,3 e o Iris‑pro 88,6/85,1/92,9/56,4 nos benchmarks BrowseComp, BrowseComp‑ZH, DeepSearchQA e HLE, respectivamente – os melhores resultados entre agentes de busca de código aberto nessas faixas de parâmetros. A equipe pretende liberar os pesos dos modelos juntamente com a receita completa de construção de dados, treinamento e avaliação.

claquete de cinema sobre fundo preto
Foto: cottonbro studio / Pexels

Iniciativa Iris para o cinema independente

Segundo o Clarín, o encontro aconteceu em Saint‑Paul‑de‑Vence e reuniu representantes de grandes estúdios de Hollywood, plataformas de streaming, redes de televisão, produtores, distribuidores e agentes da cultura de diversos continentes. Os debatedores apontaram que a frequência nas salas de cinema caiu menos 40 % em cinco anos em nível global depois da pandemia de covid‑19. Emmanuel Macron afirmou que o objetivo era compreender o que está acontecendo e propor uma resposta coletiva, enquanto o presidente sul‑coreano Lee Jae Myung advertiu que, sem uma resposta eficaz, o setor enfrentaria uma crise certa.

Durante as discussões, a inteligência artificial generativa foi descrita como um risco de substituir criadores, e Lee pediu que a tecnologia evolua de forma mais responsável. Os organizadores defenderam a criação de um novo marco de cooperação internacional para o cinema, inspirado em acordos multilaterais usados em temas como mudança do clima. Além do fundo Iris, o encontro gerou outras iniciativas de apoio ao setor, embora o texto não especifique quais são. A iniciativa conta com o apoio de cineastas como os irmãos Dardenne, Jafar Panahi, Pedro Almodóvar e Sofia Coppola, que asseguraram um orçamento inicial de 30 milhões de euros (aproximadamente 35 milhões de dólares). O relato destaca que as principais empresas de inteligência artificial não compareceram ao evento e que o YouTube rejeitou o convite dos organizadores.

O que ainda não foi divulgado

Nem o comunicado do Clarín nem os pré‑prints do arXiv especificaram o dia exato em que o primeiro “Foro Lumière” ocorreu em Saint‑Paul‑de‑Vence, nem a data prevista para a disponibilização pública dos pesos do Iris‑mini e do Iris‑pro. Também não foram divulgados os valores detalhados de eventuais contribuições individuais dos cineastas apoiadores ao fundo de 30 milhões de euros.

Apurado em 6 fontes

Clarín (Argentina) · arXiv cs.CL (Estados Unidos) · arXiv — cs.AI (Artificial Intelligence) (Estados Unidos)

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