IQE, fabricante britânico de componentes de chips, anunciou lucro ajustado de £6 milhões (US$ 8,1 milhões) no primeiro semestre de 2026, revertendo o prejuízo de £0,4 milhão registrado no mesmo período do ano anterior, conforme divulgado pelas agências Reuters e reproduzido pelos veículos The Economic Times (Índia) e CNA (Singapura).
Desempenho financeiro
O lucro ajustado de £6 milhões foi obtido nos seis meses encerrados em 30 de junho de 2026, segundo o The Economic Times (Índia). No mesmo intervalo de 2025, a empresa apresentara prejuízo de £0,4 milhão. A CNA informa que, apesar das dificuldades do setor eletrônico e das tarifas norte-americanas, IQE manteve sua orientação anual de receita. Em julho, a projeção foi elevada após o desempenho do primeiro semestre superar as expectativas internas da companhia.
As ações da IQE, negociadas no Alternative Investment Market de Londres, registraram alta de 0,6% no pregão seguido ao anúncio, segundo o The Economic Times (Índia).
CEO Jutta Meier afirmou à CNA que a empresa planeja buscar a admissão de suas ações no mercado principal da bolsa de Londres, com a meta de concluir o processo no primeiro semestre de 2027.
Demanda por infraestrutura de IA
O The Economic Times (Índia) destaca que a crescente demanda por fosfeto de índio — material essencial na fabricação de lasers usados em data centres de inteligência artificial — tem sido o principal motor da melhora nos resultados da IQE.

Em razão dessa tendência, a companhia pretende expandir sua capacidade de fabricação nos locais onde já opera, acrescentando linhas de produção para atender ao aumento esperado de pedidos de clientes do segmento de centros de dados.
A CNA ressalta que alguns gargalos no fornecimento de substratos de fosfeto de índio foram identificados. Segundo Meier, essas restrições estão sendo negociadas com diversos fornecedores do setor e não devem impedir a empresa de cumprir as metas estabelecidas para o segundo semestre de 2026.
Segundo o The Economic Times (Índia), a mudança estratégica da IQE tem substituído compras pontuais por acordos de longo prazo com clientes como MACOM, Tower Semiconductor e Lumentum, trazendo maior previsibilidade à receita da companhia.
O que ainda não foi divulgado
- O valor exato do aumento planejado da capacidade de fabricação de fosfeto de índio, ou seja, quantos metros quadrados ou quantas wafers adicionais serão produzidos.
- O cronograma detalhado para a resolução dos gargalos no fornecimento de substratos, incluindo datas esperadas para a normalização das entregas.
- Os termos financeiros, como o valor total dos contratos, e a duração dos acordos de longo prazo firmados com MACOM, Tower Semiconductor e Lumentum.


