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Herdeiros de Elvis processam Anthropic por uso de 274 músicas no treinamento da IA

Herdeiros de Elvis Presley processam Anthropic por suposta utilização não autorizada de 274 músicas no treinamento do modelo Claude

26 de out., 19:16 14 fontes · 5 países Regulação
RegulaçãoAnthropic
Documentos legais sobre mesa em uma sala de tribunal Foto: KATRIN BOLOVTSOVA / Pexels

Herdeiros de Elvis Presley protocolaram ação judicial contra a empresa de inteligência artificial Anthropic, acusando-a de utilizar 274 músicas do cantor sem autorização para treinar os modelos do assistente Claude. A indenização pedida ultrapassa os US$ 41 milhões.

Detalhes da ação judicial

O processo foi apresentado no Tribunal Federal do Distrito Norte da Califórnia por uma subsidiária da Authentic Brands Group, que administra grande parte da propriedade intelectual de Elvis Presley. Entre os autores da ação estão a Raleigh Music Publishing, fundos patrimoniais e pelo menos uma pessoa física ligada ao legado de Presley.

A acusação afirma que a Anthropic não apenas utilizou as músicas sem licença, mas também contornou sistemas de gestão de direitos digitais, alterando ou removendo metadados em 247 das 274 faixas envolvidas. Entre as composições citadas no processo estão clássicos como “Can’t Help Falling in Love”, “Don’t Be Cruel” e “A Little Less Conversation”.

Contexto de disputas anteriores

Este é mais um capítulo na onda de processos contra a Anthropic por alegações de violação de direitos autorais. Em outubro de 2023, a Universal Music Publishing Group, a Concord Music Group e a ABKCO já haviam ajuizado uma ação contra a empresa, alegando que o Claude reproduzia letras protegidas sem autorização. No mesmo ano, a Sony Music Publishing e a Warner Chappell também movERAM processo, acusando a empresa de utilizar conteúdo de artistas como The Beatles e Michael Jackson.

Microfone clássico ao lado de um disco de vinil
Foto: cottonbro studio / Pexels

Em julho de 2026, a Anthropic chegou a um acordo de US$ 1,5 bilhão com autores que a acusavam de utilizar livros pirateados para treinar seus modelos. Apesar desses acordos, a empresa manteve sua defesa baseada no conceito de uso justo (fair use), argumentando que o treinamento de modelos de IA com materiais protegidos pode ser considerado legal sob a legislação norte-americana.

Posição da Anthropic

A Anthropic afirmou à imprensa que discorda das alegações e pretende defender-se plenamente no caso. A empresa reforçou que sua estratégia de defesa estará alinhada com sua interpretação da doutrina de uso justo, embora enfrentando múltiplas frentes judiciais nos próximos meses.

O que ainda não foi divulgado

Não há informações sobre como a Anthropic planeja estruturar sua defesa técnica contra as acusações específicas de contorno de proteções digitais. Também não foram divulgados dados sobre o impacto real das 274 músicas no desempenho do modelo Claude, nem detalhes sobre a extensão do uso interno desses arquivos pela empresa.

Apurado em 14 fontes

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