O déficit comercial dos Estados Unidos saltou para US$ 88,6 bilhões em julho, o maior valor registrado desde março de 2025, segundo a Bangkok Post. O número representa alta de 24,4% em relação ao mês anterior, puxado pela importação de semicondutores, computadores e acessórios para a infraestrutura de inteligência artificial. No período, as exportações recuaram 2,1%, somando US$ 310,7 bilhões, enquanto as importações subiram 2,8%, totalizando US$ 399,3 bilhões.
Recordes com parceiros asiáticos e América Latina
O rombo com Taiwan, centro da produção global de chips, bateu recorde mensal de US$ 20,7 bilhões, informa a Free Malaysia Today. Déficits com México, Tailândia, Coreia do Sul e Malásia também atingiram os maiores níveis da história.
Isenções e novas tarifas de semicondutores
Apesar das tarifas gerais impostas por Donald Trump, chips e smartphones seguem isentos. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, confirmou ao The Straits Times que o governo prepara tarifas específicas para semicondutores, com a premissa de isentar empresas que produzam dentro dos EUA. Paralelamente, uma investigação comercial envolvendo 16 parceiros, entre eles União Europeia, China e Taiwan, pode resultar em novas taxas.
Conflito com Canadá e crise no Ormuz
O déficit com o Canadá caiu em julho. A Bloomberg Businessweek atribui a queda à tarifa de 50% que os EUA aplicaram sobre bilhões de dólares em produtos canadenses no mês anterior, medida que gerou promessa de retaliação de Ottawa. No Oriente Médio, o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã prejudica a logística de fertilizantes e energia, o que elevou a procura por produtos energéticos americanos, mas travou as cadeias de suprimento de empresas dos EUA.


