Segundo The Economic Times e The Guardian US, a juíza Leonie Brinkema, da Virgínia, negou o pedido do Departamento de Justiça dos EUA para obrigar o Google a vender sua plataforma de troca de anúncios (AdX), preservando o negócio que correspondeu a 4,1% da receita total da Alphabet em 2020.
Contexto da ação antitruste
Em 2023, o Departamento de Justiça e uma coalizão de estados moveram ação contra o Google, alegando que ele mantinha monopólio ilegal nos mercados de tecnologia de publicidade usados por editores e sites.
Em abril de 2025, a mesma juíza já havia decidido que o Google detinha monopólio ilegal nos servidores que hospedam anúncios de editores e nas trocas que ficam entre compradores e vendedores.
Segundo as fontes, ela constatou que o Google fez com que os editores ficassem presos ao usar seu servidor de anúncios para vender exclusivamente pela AdX, onde as editoras pagam uma taxa de 20% ao Google para que seus anúncios sejam leiloados instantaneamente quando o usuário carrega uma página.
Argumentos das partes e decisão
Durante a fase de remédios, o DOJ argumentou que o Google não poderia ser confiado para administrar a AdX devido ao seu comportamento passado.
O Google respondeu que uma venda forçada seria tecnicamente difícil, provocaria uma transição longa e dolorosa e prejudicaria seus clientes.
A empresa também tentou mostrar que a exigência do DOJ difería da sua proposta anterior de vender a AdX para encerrar uma investigação antitruste na União Europeia, acordo divulgado pela Reuters em 2024.

A juíza aceitou a maior parte dos remédios comportamentais sugeridos pelas partes e rejeitou a ordem de venda da AdX.
Impacto e casos relacionados
Esta é a terceira decisão seguida de juízes que rejeitaram pedidos das autoridades antitruste dos EUA para desmembrar grandes empresas de tecnologia, início da ofensiva que começou durante o primeiro mandato de Donald Trump.
As fontes indicam que isso alimenta questionamentos sobre a capacidade dos tribunais de controlar o poder sem precedentes da indústria sobre a economia americana.
Outros casos citados incluem: no ano anterior, um juiz rejeitou o pedido da Federal Trade Commission para obrigar a Meta a se desfazer do Instagram e do WhatsApp; e outro magistrado de Washington, que já havia considerado o Google detentor de monopólio ilegal em busca online, negou o pedido do DOJ para vender o navegador Chrome, citando a crescente concorrência de empresas de inteligência artificial generativa como a OpenAI com seu ChatGPT.
As fontes também observam que os processos antitruste contra Amazon e Apple, envolvendo mercados de varejo online e smartphones, não devem chegar a julgamento antes de 2027.


