Bluecore Energy, uma startup com sede no Sul da Califórnia, anunciou hoje a captação de US$ 50 milhões em rodada seed. O dinheiro vai ser usado para desenvolver usinas nucleares flutuantes, com o objetivo de abastecer o complexo portuário dos Estados Unidos com maior movimento.
Detalhes da rodada e perfil dos investidores
De acordo com a Bloomberg Businessweek, esse aporte de US$ 50 milhões é um passo rumo à geração de energia nuclear em ambiente marítimo para o principal hub portuário dos EUA. A mesma publicação observa que o financiamento coloca a empresa um passo mais perto de tornar viável o fornecimento de eletricidade ao maior complexo portuário americano. A TechCrunch conta que a rodada foi fechada em oito semanas, depois de um pré-seed de US$ 10 milhões levantado poucos meses antes. A liderança caiu na Silverton Partners. A Yahoo Finance acrescenta que, além dela, outros investidores como a Slauson Co., o Harlem Capital, o cofundador do Ripple Chris Larsen, a Collab Capital, o HartBeat Ventures (de Kevin Hart) e investidores-ânjo ligados à Tesla, Uber, Amazon e Google também participaram. O fundador Kofi Asante disse que não esperava levantar esse volume tão rápido, mas contou com o apoio de vários sócios e parceiros que mostramam entusiasmo pelo projeto.
Tecnologia das usinas flutuantes e andamento regulatório
A Bluecore Energy projeta pequenos reatores modulares (SMRs) instalados em barcaças, de acordo com a TechCrunch. Isso significa que a energia pode ser transportada para onde for necessária em poucos dias, ao invés de anos, como é o caso de usinas fixas. A empresa já lançou duas barcaças com esses reatores e estabeleceu parcerias com a Divisão Marítima do Departamento de Transporte dos EUA, a Comissão Regulatória Nuclear (NRC) e a Guarda Costeira. Ainda segundo a TechCrunch, o projeto está em revisão formal junto às NRC e à Guarda Costeira desde agosto de 2026. A aprovação do design pode gerar a certificação da usina nuclear flutuante. A Yahoo Finance complementa que os recursos da rodada serão usados no desenvolvimento contínuo do produto, nas atividades regulatórias, na compra de combustível nuclear e na contratação de engenheiros e técnicos especializados.
Desafios de cadeia de suprimentos e interesse do mercado
Para o fundador Kofi Asante, o maior desafio é a cadeia de suprimentos, especialmente a aquisição de hardware para a infraestrutura portátil a um ritmo que acompanhe a demanda crescente, de acordo com a TechCrunch. A mesma fonte informa que há interesse de vários portos, centros de dados de IA e comunidades em busca de energia limpa e água. A Yahoo Finance acrescenta que a equipe tem experiência de empresas como SpaceX, Rivian e Toyota, aplicando estratégias para garantir componentes críticos e reduzir riscos de atrasos. O fundador afirma que a missão final da Bluecore é democratizar o acesso à energia limpa, trazendo eletricidade de baixo carbono para locais que hoje dependem de fontes fósseis.
O que ainda não foi divulgado
- Capacidade estimada de geração (em megawatts ou quilowatts-hora por dia).
- Cronograma preciso para a obtenção das licenças finais da NRC e da Guarda Costeira e para o início da operação comercial.
- Valor total de investimento necessário além dos US$ 50 milhões da rodada seed para concluir o desenvolvimento, construção e implantação das primeiras unidades.


