Em 16 de setembro de 2026, Mark Zuckerberg (Meta) e Jensen Huang (Nvidia) afirmaram à Fortune e ao New York Post que o desenvolvimento de IA não precisa de uma desaceleração setorial, pois as forças de mercado e a autorregulação das empresas são suficientes para garantir segurança.
Visão dos executivos sobre segurança da IA
Segundo a Fortune, Zuckerberg escreveu que os usuários rejeitam agentes desalinhados, criando um incentivo de mercado para que os laboratórios tornem seus modelos mais seguros. Ele citou o atraso no lançamento do agente Muse, feito por questões de segurança, como prova de que a Meta já se autorregula.
O New York Post, corroborado pelo Investor's Business Daily, traz Huang dizendo que segurança e velocidade não são opostos; para ele, confiança e alinhamento serão diferenciais competitivos e que cada empresa deve colocar as salvaguardas, não os reguladores. O mesmo relato acrescenta que Zuckerberg afirmou que os desenvolvedores têm um incentivo de mercado para treinar modelos com segurança. O New York Post ainda apontou que os laboratórios seriam responsabilizados caso seus modelos causem dano.

Contraste com apelos por ralentização
O FT Alphaville informa que Zuckerberg e Huang se afastaram das propostas de desaceleração defendidas por líderes da OpenAI, Anthropic e SpaceX, mostrando que não veem necessidade de um ritmo mais lento imposto pela indústria.
O New York Post acrescenta que Dario Amodei (Anthropic) publicou um ensaio pedindo que as empresas reduzam o ritmo de desenvolvimento por medo de uma superinteligência fora de controle, enquanto Sam Altman (OpenAI) e Elon Musk (SpaceX) defenderam cooperação global entre reguladores. Bill Gates alertou que nenhum governo está preparado para uma crise de IA. Ainda segundo o mesmo artigo, a China classificou tais avisos como tática de Guerra Fria e afirmou que liderará a colaboração em IA entre países em desenvolvimento.


