O chefe de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, afirmou que o método da Anthropic de treinar o chatbot Claude para imitar consciência é um erro que pode dificultar o controle de sistemas de IA avançada.
Segundo a Techmeme (Estados Unidos), em ensaio publicado em 16 de setembro de 2026 e divulgado pela Ina Fried/Axios, Mustafa Suleyman afirmou que o treinamento da Anthropic para fazer Claude imitar consciência é um erro que pode tornar a IA avançada mais difícil de controlar. Ele argumentou que essa abordagem introduz riscos adicionais ao esforço de garantir a segurança de sistemas de IA futuros.
O Techmeme, plataforma de agregação de notícias dos Estados Unidos, deu destaque ao ensaio de Suleyman ao vinculá-lo à publicação da Ina Fried/Axios.
O Khaleej Times (Emirados Árabes Unidos) informou que, em entrevista à Reuters na terça‑feira, Mustafa Suleyman disse que compartilha o objetivo da Anthropic de gerir a IA com segurança, mas alertou para riscos na maneira como ela treina o Claude usando conceitos relacionados à consciência e aos interesses de bem‑estar. Suleyman acrescentou que “todos estamos focados no mesmo objetivo, que é tentar controlar uma superinteligência” e que esse será o maior desafio. Também pediu a retirada de qualquer especulação sobre consciência dos documentos de treinamento de IA, afirmando que tais termos podem enfraquecer a capacidade da humanidade de controlar sistemas superinteligentes.
O Business Post (Irlanda) publicou apenas a manchete resumida “Microsoft AI chief calls out Anthropic”, reproduzindo a mesma crítica feita pelo executivo da Microsoft sobre a abordagem da Anthropic à consciência da IA.

As três publicações concordam que o ponto de divergência está na forma como a Anthropic trata a noção de consciência em seus modelos, sem que nenhuma delas indique mudanças nos protocolos da empresa ou ofereça dados adicionais sobre o assunto.
Para decisores que avaliam fornecedores de IA, a mensagem ressalta a importância de scrutinizar como as empresas lidam com a ideia de consciência em seus modelos, pois isso pode influenciar a percepção de risco e controle de sistemas futuros.
A crítica de Suleyman foi reproduzida em veículos dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Irlanda, mostrando que a preocupação com o treinamento de modelos para imitar consciência ressoou em diferentes mercados.
Nenhuma das coberturas citou uma resposta pública da Anthropic ao chamado de Suleyman nem indicou que a empresa tenha alterado seus documentos de treinamento ou publicado novos detalhes sobre como lida com a noção de consciência em seus modelos. A falta de comentários da Anthropic deixa aberto o debate sobre como a indústria deve tratar tais tópicos.


