Mark Zuckerberg, CEO da Meta, criticou indiretamente a Anthropic ao afirmar que os principais laboratórios de IA devem focar na segurança em vez de acelerar o desenvolvimento, citando o atraso de vários meses no lançamento do agente Muse da Meta para garantir segurança.
Zuckerberg e a posição da Meta sobre segurança
Segundo The Nightly, Zuckerberg escreveu que os laboratórios líderes têm a responsabilidade e o incentivo de avançar no ritmo necessário para treinar os modelos com segurança. Ele afirmou que a Meta já assumiu esse compromisso. Não citou Dario Amodei nem a Anthropic, mas disse que pedidos de pausa geral no desenvolvimento de IA são a estratégia errada. Usou o agente Muse como exemplo: a Meta adiou o lançamento vários meses para garantir a segurança do produto. Informou que a Meta pretende lançar o modelo que chama internamente de Watermelon.
Divisão entre líderes de tecnologia sobre desaceleração da IA
Odatv mostra que o debate sobre riscos da IA dividiu os chamados broligarklar em dois campos. De um lado estão quem defende a desaceleração, citando Anthropic, Nvidia, OpenAI e xAI. Do outro lado estão quem apoia a aceleração, alinhando Meta, Donald Trump e autoridades de Washington. Dario Amodei, CEO da Anthropic, pediu uma desaceleração global, dizendo que o avanço das capacidades dos modelos exige cuidado. Ele teve apoio de Sam Altman, da OpenAI; Elon Musk; e Demis Hassabis, do Google DeepMind. David Sacks, investidor e conselheiro de Trump, questionou as motivações de Amodei. Ele sugeriu que o risco está sendo amplificado para dificultar a concorrência de outras empresas. O WIRED descreve a mesma discussão como um antitruste mess, envolvendo OpenAI, Anthropic, Meta, a FTC e o Departamento de Justiça dos EUA.
O que ainda não foi divulgado
O material não revela a data exata de lançamento do Watermelon da Meta. Tampouco dá detalhes técnicos completos do agente Muse que justificaram o atraso de vários meses. Não especifica os termos exatos da proposta de desaceleração global defendida por Dario Amodei. Também não menciona os pontos específicos das investigações antitruste da FTC e do Departamento de Justiça citadas pelo WIRED.


