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Zhipu AI: fundadores trabalham instituto ligado a espionagem

O projeto, com orçamento de 2,94 milhões de yuan (~US$437 mil), tinha como meta criar IA para analisar redes sociais

20 de out., 04:02 3 fontes · 2 países Segurança
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Laboratório de pesquisa em IA com computadores e telas Foto: Pavel Danilyuk / Pexels

Quatro fundadores da Zhipu AI — Li Juanzi, Tang Jie, Xu Bin e Zhang Peng — participaram de um projeto de pesquisa conjunto com o China General Technology Research Institute (CGTR I), identificado pelo MI5 britânico como frente de espionagem ligada aos serviços de inteligência chineses, entre janeiro de 2018 e dezembro de 2021.

Liderança e instituições envolvidas

O projeto foi liderado por Li Juanzi, co-fundadora da Zhipu AI e professora do departamento de ciência da computação e tecnologia da Universidade de Tsinghua. Ela trabalhou ao lado de Cao Weibing, representante do CGTRI, e de um professor da Universidade do Sudeste. Juntos, os três foram responsáveis por desenhar o plano técnico geral, coordenar o trabalho entre as três instituições participantes e acompanhar o avanço das pesquisas ao longo do projeto.

Financiamento e recursos aprovados

O orçamento total aprovado foi de 2,94 milhões de yuan, equivalente a aproximadamente 437 mil dólares americanos ou 580 milhões de won sul-coreano. Os recursos vieram tanto do CGTRI quanto da Fundação Nacional de Ciências Naturais da China.

Objetivos técnicos do estudo

A pesquisa tinha como finalidade desenvolver ferramentas de inteligência artificial capazes de analisar publicações em redes sociais para detectar eventos relevantes e mapear relações entre indivíduos. Entre as metas listadas constava a construção de uma base de conhecimento contendo informações sobre figuras-chave relacionadas à China, embora o relatório não detalhe quem seriam essas figuras.

Participação dos outros fundadores e resultados

Além de Li Juanzi, outros três fundadores apareceram como co-autores de artigos, co-inventores de patentes ou detentores de direitos autorais de software: Tang Jie, Xu Bin e o diretor executivo Zhang Peng. O relatório menciona que, entre as cinco pessoas apontadas como fundadores e figuras-chave no relatório interino da Zhipu AI, somente o chairman Liu Debing não consta nos documentos do projeto.

Documento governamental sobre alerta de espionagem
Foto: Marta Branco / Pexels

Avaliação do MI5 e alertas de risco

O serviço de segurança britânico MI5 publicou um relatório intitulado "Espionage Alert" em 30 de setembro, no qual classificou o CGTRI como tendo ligações muito fortes com o Ministério de Segurança do Estado da China (MSS). O MI5 advertiu que pessoas ou instituições que continuarem a conduzir pesquisas financiadas pelo CGTRI após a divulgação desse alerta poderão ficar sujeitas a processos criminais.

Posição dos Estados Unidos e da empresa

O material indica que, no ano anterior ao relatório do MI5, os Estados Unidos já haviam restringido o acesso da Zhipu AI a tecnologia norte-americana, alegando que sua pesquisa em IA apoiava atividades militares. Mais tarde, autoridades norte-americanas também acusaram a empresa de extrair sistematicamente conhecimento proprietário de concorrentes americanos. A Zhipu AI respondeu que essas restrições carecem de base fática e não teriam impacto material em seus negócios.

Negação das autoridades chinesas

Um porta-voz da embaixada da China em Londres rejeitou as alegações do MI5 contra o CGTRI, qualificando-as de infundadas.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 3 fontes

Bloomberg Businessweek (Estados Unidos) · Seoul Economic Daily - English Edition (Estados Unidos)

ver as 3 fontes

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