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ARTEX: ferramenta chinesa usada em ataques Coreia-Japão

A ferramenta chinesa ARTEX foi usada em ataques a instituições financeiras coreanas e empresas japonesas, segundo Yonhap News e SBS News.

20 de out., 04:18 3 fontes · 1 país Segurança
Segurança
Ilustração genérica de ataque cibernético com servidores e código Foto: Ann H / Pexels

A ferramenta de inteligência artificial chinesa ARTEX foi identificada em ataques cibernéticos direcionados a instituições financeiras da Coreia do Sul e, posteriormente, a empresas japonesas, conforme apurado pela Yonhap News e pela SBS News.

Uso da ARTEX nos ataques à Coreia do Sul

Segundo a Yonhap News, analistas de uma empresa de segurança sul-coreana detectaram que o grupo responsável por invasões a bancos e seguradoras locais utilizou a ARTEX, um instrumento de teste de penetração autônomo que integra um grande modelo de linguagem (LLM) para gerar agentes de IA capazes de mapear vulneráveis e planejar rotas de invasão.

A SBS News acrescenta que, entre o dia dezoito de setembro e o dezoito de outubro de 2026, os atacantes empregaram a ARTEX juntamente com o LLM para conduzir campanhas contra o setor financeiro sul-coreano, conforme análise da empresa americana CrowdStrike.

Expansão dos ataques para o Japão

A Yonhap News informa que a subsidiária de segurança da GMO Internet Group, no Japão, examinou servidores públicos estrangeiros ligados a incidentes recentes e encontrou rastros da ARTEX em seis servidores utilizados entre dezoito de setembro e dezoito de outubro de 2026.

Segundo a mesma fonte, nenhum outro agente de IA foi identificado nos mesmos servidores, levando os investigadores a concluir que a ARTEX foi provavelmente a ferramenta empregada nos ataques.

A SBS News destaca que, desse total de aproximadamente oitenta companhias japonesas de setores como seguros, bancário e logística, cerca de oito sofreram vazamento efetivo de dados pessoais ou corporativos.

Características técnicas da ARTEX

Ambas as agências descrevem a ARTEX como um programa autônomo de teste de invasão que conecta um LLM a um agente de IA, permitindo que o sistema analise alvos, trajeto de invasão e execute ferramentas de segurança de forma automática.

Diagrama mostrando a ferramenta de IA ARTEX conectada a modelo de linguagem
Foto: Google DeepMind / Pexels

Yonhap News explica que o dispositivo foi projetado para simular ações de hackers éticos, mas, quando usado por atores mal-intencionados, pode gerar campanhas de comprometimento em larga escala.

SBS News reforça que a combinação de LLM e agente de IA permite que a ARTEX adapte seus métodos com base nas respostas dos sistemas invadidos, aumentando a eficácia dos ataques.

Resposta e implicações para o setor de segurança

De acordo com a Yonhap News, a CrowdStrike atribuiu os incidentes coreanos ao uso concomitante de ARTEX e LLM, indicando que a presença de modelos de linguagem amplifica o potencial de ferramentas de teste quando desviadas para fins ilícitos.

A SBS News informa que as autoridades japonesas e coreanas estão revisando protocolos de detecção de uso indevido de ferramentas de IA, embora o material não detalhe medidas específicas adotadas até a data da publicação.

Apurado em 3 fontes

연합뉴스 (Yonhap News) (Coreia do Sul) · SBS News (Coreia do Sul)

ver as 3 fontes

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