A startup de infraestrutura de nuvem Volta, fundada em janeiro de 2026, anunciou a captação de 300 milhões de dólares em rodada liderada pela Andreessen Horowitz. Simultaneamente, a empresa firmou um contrato de 10 bilhões de dólares para fornecer poder computacional para a Anthropic, desenvolvedora do chatbot Claude.
O modelo de negócio da nova nuvem
Com sede no Reino Unido, a Volta atua no segmento definido pela Andreessen Horowitz como Little Tech, focado em laboratórios de IA e startups que necessitam de escala, mas que não possuem os mesmos recursos de grandes empresas de hiperescala para garantir contratos de infraestrutura de longo prazo. A estratégia da companhia é assumir os riscos de crédito e o financiamento do projeto, viabilizando a construção de centros de dados que, de outra forma, seriam inacessíveis para empresas de médio porte.
A empresa, avaliada em 2,4 bilhões de dólares, foi fundada por Ricard Boada e Sofia Gumuzio, ambos ex-executivos da Brookfield Asset Management. Para reforçar sua capacidade técnica, a Volta adquiriu a Genesis Cloud, provedora de nuvem com foco em GPU e experiência prévia em Kubernetes.

Operações em larga escala
O contrato central envolve a gestão de um centro de dados localizado na Noruega, operado em parceria com a Bitdeer Technologies Group. O complexo possui capacidade de 133 megawatts e utiliza energia hidrelétrica. O hardware é baseado na arquitetura Vera Rubin, da Nvidia, com equipamentos da Dell Technologies. Segundo os fundadores, o projeto tem duração de 6 anos e potencial de gerar uma receita anual de 1,7 bilhão de dólares para a Volta.
O que ainda não foi divulgado
- Os detalhes financeiros específicos do acordo entre a Volta e a Anthropic, além da estimativa de 10 bilhões de dólares citada pelo mercado.
- Informações sobre eventuais contratos da Volta com outros clientes além da Anthropic.
- O cronograma exato de implementação da capacidade total de processamento do centro de dados na Noruega.
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