Startups europeias de IA, com a francesa Mistral à frente, recusam o pedido dos EUA para reduzir o ritmo de criação de modelos avançados, dizendo que gigantes americanos usam o debate de segurança para consolidar seu domínio.
Acusações de uso de segurança para vantagem competitiva
Mistral afirma que grandes companhias estão usando o debate sobre riscos da IA para promover regulamentações que favorecem os estabelecidos e dificultar novos entrantes. A empresa diz que os riscos já eram conhecidos há meses e que o chamado por um ritmo mais lento serve principalmente para consolidar domínio.
Visões de executivos europeus sobre ritmo e segurança
Raphael Auphan, COO da suíça Proton, diz que o pedido de pausa é totalmente interesse próprio e que visa manter a dependência dos serviços americanos. Ben Brooks, responsável de política pública da alemã Black Forest Labs, afirma que criar lacunas baseadas em limites arbitrários sufocaria a inovação aberta na fronteira e defende acelerar o desenvolvimento. Clement Delangue, CEO do Hugging Face, concorda que não é hora de desacelerar, mas apoia a ideia de Dario Amodei de colocar avaliadores independentes dentro das empresas de IA.
Contexto da dependência europeia e chamada global por cautela
A Europa tem poucos desenvolvedores de modelos de fronteira; a Mistral, com três anos de existência, é vista como a maior esperança regional para competir com EUA e China. Enquanto isso, o continente depende fortemente de modelos da OpenAI, Anthropic ou Microsoft, o que gera preocupação sobre a continuidade dessa dependência. Por outro lado, Dario Amodei, da Anthropic, alerta que o avanço da IA supera a capacidade regulatória dos governos e sugere uma isenção antitruste para que os maiores desenvolvedores criem medidas de segurança conjuntas, ideia também mencionada por Sam Altman e Elon Musk como necessária para evitar riscos existenciais.


