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UE propõe proibir redes sociais e chatbots para menores de 15 anos

Lei exige que plataformas removam recursos viciantes e cobrem taxa de supervisão para fiscalização.

15 de set., 12:26 atualizada 15 de set., 22:08 · v2 53 fontes · 24 países Regulação Regulação
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Bandeira da União Europeia em frente ao prédio da Comissão Europeia Foto: freestocks.org / Pexels

A Comissão Europeia pretende apresentar na quinta‑feira a proposta da EU KIDS Act, que impede menores de 15 anos de criar contas próprias em redes sociais, plataformas de vídeo, chatbots e jogos online, segundo rascunho visto pela AFP.

Detalhes da proposta de idade

O rascunho estabelece que crianças abaixo de 15 anos não poderão abrir contas autônomas, informa a AFP.

Para os que têm 13 ou 14 anos será necessário pedir autorização dos pais para contas introdutórias, com recursos limitados e restrições de tempo de uso, segundo o The Business Standard.

Crianças entre 3 e 12 anos poderão ter contas totalmente controladas pelos pais em serviços considerados infantis, com padrões rígidos de segurança, de acordo com a Free Malaysia Today.

Menores de 3 anos não terão acesso a redes sociais ou outros serviços considerados de risco, afirma a AFP.

Medidas de segurança por design

A proposta obriga as plataformas a remover recursos considerados viciantes, como rolagem infinita, notificações artificiais e alguns sistemas de recompensa, conforme a AFP.

Além disso, os algoritmos de recomendação deverão ser regulados para controlar o conteúdo promovido a crianças e evitar danos, segundo o SCMP Tech.

As contas de usuários jovens deverão ser privadas, com configurações de risco desativadas por padrão e impedindo que usuários desconhecidos entrem em contato com menores, segundo a Free Malaysia Today.

Financiamento e supervisão

A lei prevê que as empresas paguem uma taxa de supervisão para financiar a ação dos reguladores, afirma o The Business Standard.

A taxa será utilizada para cobrir custos de fiscalização e aplicação das regras, segundo o mesmo veículo.

Adolescente usando smartphone em um quarto, com apps de redes sociais na tela
Foto: kaboompics.com / Pexels

A proposta se baseia na aplicação da Lei de Serviços Digitais (DSA), que permite multas de até seis por cento do faturamento global anual, informa a AFP.

Diferenças de abordagem entre mercados

Vários estados‑membros, incluindo França e Grécia, pressionam por medidas de bloco para proteger crianças dos danos das redes sociais, segundo a AFP.

A pressão aumentou depois que a Austrália proibiu o uso dessas plataformas por menores de 16 anos, conforme a mesma fonte.

A UE difere da Austrália ao permitir autorização parental para acesso gradual de crianças entre 13 e 14 anos, enquanto a Austrália não concede essa possibilidade, afirma a AFP.

A Comissão também anunciou que a presidente Ursula von der Leyen dará um vislumbre da nova lei em seu discurso anual no Parlamento Europeu na quarta‑feira, e a apresentará formalmente na quinta‑feira ao lado da chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, segundo a AFP.

O que ainda não foi divulgado

Detalhes sobre como exatamente a taxa de supervisão será cobrada das plataformas e o cronograma exato para implementação da lei não foram informados, afirma a AFP.

A Comissão Europeia recusou‑se a comentar o rascunho visto pela AFP, segundo a própria agência.

Apurado em 53 fontes

Free Malaysia Today (Malásia) · Bangkok Post (Tailândia) · Olhar Digital (Brasil) · La Vanguardia (Espanha)

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