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Trump propõe renomear a IA e veta imprensa na Casa Branca

Trump propõe renamear Inteligência Artificial e banqueia veículos acusados de fake news; a WHCA critica o veto como ataque à liberdade de imprensa.

19 de set., 22:29 atualizada 19 de set., 23:41 · v2 161 fontes · 24 países Regulação
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Sala de imprensa da Casa Branca Foto: Ramaz Bluashvili / Pexels

Trump propôs renomear a Inteligência Artificial para Inteligência Superior, Extrema ou Suprema e, ao mesmo tempo, anunciou que CNN, MS NOW e Politico estão proibidos de entrar na Casa Branca por divulgar fake news.

Renomear a IA não é só estética

Na quinta-feira (13), Trump publicou na Truth Social uma enquete perguntando se o termo «Inteligência Artificial» deve ser trocado. Ele justificou que muitos acham o nome impreciso e pouco elegante, e sugeriu três opções: Inteligência Superior, Inteligência Extrema e Inteligência Suprema — alegando que refletem melhor o potencial do fenômeno.

O anúncio coincidiu com críticas internacionais sobre o ritmo acelerado das pesquisas. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração, posição compartilhada por Sam Altman, da OpenAI, e por Elon Musk, da xAI. Mark Zuckerberg, por sua vez, enfatizou que cada empresa precisa responder por sua própria segurança — sem aludir a regulação global.

A enquete ainda não teve resultado divulgado. Ninguém sabe qual nome Trump prefere oficialmente.

Banimento de veículos: a reação da imprensa

Trump também anunciou, na mesma rede, que CNN, MS NOW e Politico estão banidos da Casa Branca a partir de imediato. Segundo ele, os três veículos espalham «fake news» e manipulam informações sobre seu governo.

A justificativa mais polêmica foi a de que a Politico receberia pagamentos ilegais de US$ 8 milhões do governo Biden. Trump chamou o valor de «ridículo», mas não apresentou provas concretas.

Repórteres da CNN e MS NOW tiveram credenciais confiscadas ao tentar entrar no prédio. A jornalista do Politico Cheyenne Haslett foi barrada, e seu cassetete aparentemente retirado — segundo relatos da imprensa internacional.

Ilustração conceitual de inteligência artificial
Foto: Tara Winstead / Pexels

A Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA) classificou o veto como «proibição à imprensa livre», enquanto as emissas afetadas afirmaram que vão lutar pela Primeira Emenda e continuar exercendo sua função.

Trump não explicou qual base legal usou para o banimento. Nem como será aplicado. A promessa é que outros veículos considerados «fake news» podem ser alvos futuros.

Caso paralelo: a AP já havia sido vetada

O Ephemera Record lembra que, em 2024, a Associated Press também foi barrada da Casa Branca após insistir em chamar o Golfo do México pelo nome oficial — «Golfo da América», conforme decreto de Trump.

A nova onda de censura reacende debates sobre liberdade de imprensa nos EUA. O que não falta são respostas sobre o fundamento jurídico usado para esses atos.

Apurado em 161 fontes

G1 (Brasil) · Der Spiegel (Alemanha) · Capital.gr (sitemap-news) (Grécia) · Il Fatto Quotidiano (Itália) · El Tiempo (Colômbia) · RPP Noticias (Peru)

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