Trump propôs renomear a Inteligência Artificial para Inteligência Superior, Extrema ou Suprema e, ao mesmo tempo, anunciou que CNN, MS NOW e Politico estão proibidos de entrar na Casa Branca por divulgar fake news.
Renomear a IA não é só estética
Na quinta-feira (13), Trump publicou na Truth Social uma enquete perguntando se o termo «Inteligência Artificial» deve ser trocado. Ele justificou que muitos acham o nome impreciso e pouco elegante, e sugeriu três opções: Inteligência Superior, Inteligência Extrema e Inteligência Suprema — alegando que refletem melhor o potencial do fenômeno.
O anúncio coincidiu com críticas internacionais sobre o ritmo acelerado das pesquisas. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração, posição compartilhada por Sam Altman, da OpenAI, e por Elon Musk, da xAI. Mark Zuckerberg, por sua vez, enfatizou que cada empresa precisa responder por sua própria segurança — sem aludir a regulação global.
A enquete ainda não teve resultado divulgado. Ninguém sabe qual nome Trump prefere oficialmente.
Banimento de veículos: a reação da imprensa
Trump também anunciou, na mesma rede, que CNN, MS NOW e Politico estão banidos da Casa Branca a partir de imediato. Segundo ele, os três veículos espalham «fake news» e manipulam informações sobre seu governo.
A justificativa mais polêmica foi a de que a Politico receberia pagamentos ilegais de US$ 8 milhões do governo Biden. Trump chamou o valor de «ridículo», mas não apresentou provas concretas.
Repórteres da CNN e MS NOW tiveram credenciais confiscadas ao tentar entrar no prédio. A jornalista do Politico Cheyenne Haslett foi barrada, e seu cassetete aparentemente retirado — segundo relatos da imprensa internacional.

A Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA) classificou o veto como «proibição à imprensa livre», enquanto as emissas afetadas afirmaram que vão lutar pela Primeira Emenda e continuar exercendo sua função.
Trump não explicou qual base legal usou para o banimento. Nem como será aplicado. A promessa é que outros veículos considerados «fake news» podem ser alvos futuros.
Caso paralelo: a AP já havia sido vetada
O Ephemera Record lembra que, em 2024, a Associated Press também foi barrada da Casa Branca após insistir em chamar o Golfo do México pelo nome oficial — «Golfo da América», conforme decreto de Trump.
A nova onda de censura reacende debates sobre liberdade de imprensa nos EUA. O que não falta são respostas sobre o fundamento jurídico usado para esses atos.

