Antes de chamar a China de ameaça à economia americana, Donald Trump agora elogia o presidente chinês Xi Jinping e prepara uma recepção estatal na Casa Branca, segundo o Business Day da África do Sul e veículos norte-americanos. O presidente já instalou um helipadê no South Lawn para receber Xi, informa o WBAL NewsRadio, e tem lamentado que o salão de baile da Casa Branca ainda não esteja pronto para o jantar oficial. A mudança de tom vem após a estratégia de tarifas e restrições de exportação ter fracassado, conforme fontes dos dois países entrevistadas pelo Business Day.
O aperto que virou elogio
- Trump chamou Xi de “grande cavalheiro” e disse que a relação comercial entre EUA e China é boa;
- deu a Xi um “pass” nas acusações de que Pequim forneceu imagens de satélite ao Irã;
- afirmou que se dá bem com o líder chinês e quer marcar mais encontros em cúpulas internacionais;
- o WHIO-TV lembra que Trump foi a Pequim em maio e pode se encontrar com Xi mais duas vezes em 2026;
- o Business Day nota que Trump se despediu do salão de baile, mas garantiu o helipadê como cortesia simbólica.
Por que as tarifas não funcionaram
Trump tentou usar tarifas elevadas e restrições de exportação para pressionar a China, mas a estratégia não surtiu efeito, segundo o Business Day. A China manteve monopólio sobre as terras raras essenciais para eletrônicos e usou esse controle para forçar um armistício comercial. Enquanto isso, Pequim avançou em inteligência artificial e veículos elétricos, aumentando riscos para economias de EUA, Alemanha, Itália, França, Coreia do Sul e Japão.
Michael Kovrig, da International Crisis Group, diz que Xi venceu o duelo de alavancas com Trump. Segundo ele, Trump tem enfraquecido alianças que antes pressionavam a China — ofendeu a França, discutiu Nato e entrou em conflito comercial com o Canadá, um antigo aliado que Trump tratou como se fosse o “51º estado”.
O WBAL NewsRadio observa a simetria: enquanto Xi já teve três encontros bilaterais com Joe Biden em 2026, Trump deve realizar duas visitas de Estado reciprocas. O gesto indica que as duas maiores economias estão dispostas a dialogar — mesmo que a conversa agora venha de Trump, e não de suas tarifas.


