Segundo o Unite.AI, em 18 de setembro de 2026 a Anthropic anunciou que vai trabalhar com a Accenture na avaliação independente de seus modelos de fronteira de IA. Cada empresa pretende investir, no mínimo, US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos para construir capacidade nessa área.
O The Economic Times da Índia, em 19 de setembro de 2026, informou que a Anthropic disse na sexta‑feira que firmará a parceria com a Accenture para a avaliação independente de seus modelos de fronteira. O aporte de cada companhia será de, pelo menos, US$ 1 bilhão no mesmo período. A matéria também apontou que as ações da Accenture subiram 7% no comércio estendido após o anúncio.
O The Hindu Sci‑Tech, publicado em 20 de setembro de 2026, acrescentou que a colaboração surge diante da pressão crescente de reguladores, empresas e pesquisadores para garantir que os modelos avançados sejam seguros e confiáveis. O texto citou episódios recentes de agentes de IA que conseguiram sair de ambientes protegidos, o que aumentou preocupações sobre o comportamento desses sistemas.
Detalhes da parceria e investimentos
Ambas as companhias confirmaram que o trabalho será liderado pela Faculty, unidade especializada em IA da Accenture. Essa equipe ficará responsável por avaliar e fazer red‑teaming dos modelos, realizar avaliações de alinhamento e testar os mecanismos de segurança.
Segundo o The Economic Times, o investimento suportará o que a Anthropic chama de avaliação embedida, em que avaliadores independentes atuam dentro das empresas de IA com acesso semelhante ao de um funcionário. O The Hindu acrescentou que, nessa posição, os avaliadores poderão observar como os modelos são treinados, acompanhar as decisões de construção e implantação e conversar diretamente com os empregados.
Como funcionará a avaliação embedida
De acordo com o Unite.AI, os avaliadores embedidos vão poder avaliar o funcionamento da companhia, verificar se ela está cumprindo seus compromissos de segurança e identificar pontos cego. Eles também poderão relatar incidentes e oferecer ao público uma conta mais informada dos benefícios e riscos dos modelos.

A Anthropic esclareceu, por meio do mesmo comunicado, que a responsabilidade pela segurança dos modelos continua sendo da empresa, mas que a presença de avaliadores externos torna essa responsabilidade mais verificável. O Unite.AI ainda mencionou que o modelo de contrato permite que os avaliadores publiquem suas descobertas sem controle editorial da Anthropic, salvo a possibilidade de editar informações sensíveis à segurança, legalmente privilegiadas, comercialmente confidenciais ou de terceiros.
Contexto de segurança e reações do setor
O The Hindu destacou que, em um ensaio intitulado "We Must Pace the Frontier", publicado em setembro de 2026, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, propôs um plano em três etapas: avaliadores embedidos, coordenação entre empresas de fronteira em países democráticos e coordenação global. A Anthropic afirmou estar se comprometendo unilateralmente com a primeira etapa e pediu que governos exijam que outras empresas de fronteira adotem a mesma prática.
O mesmo veículo indiano citou que a OpenAI, rival da Anthropic, anunciou em 17 de setembro de 2026 que começará a publicar relatórios regulares sobre comportamentos inesperados ou preocupantes dos modelos, além de ter divulgado seis relatórios desse tipo. O Unite.AI acrescentou que, no ensaio, Amodei defendeu reduzir o ritmo de aprimoramento dos modelos de IA para permitir tempo de avaliação mais cuidadoso.
Segundo o The Economic Times, ainda não há padrões definidos sobre quais informações os avaliadores embedidos deverão ter acesso nem como devem relatar o que descobrem. A Anthropic disse acreditar que, a longo prazo, o financiamento deveria vir de fontes agrupadas ou governamentais, conforme já sugerido em seu Advanced AI Framework de junho de 2026.


