Trump anunciou a criação da 'AI Force', disse que vai nomear um czar de IA e afirmou que não tolerará qualquer tentativa de retardar o desenvolvimento da inteligência artificial. Ele comparou a iniciativa à criação da Space Force e afirmou que a tecnologia pode chegar a representar até 25% do PIB dos Estados Unidos.
Estrutura da AI Force e o novo czar
Segundo a CBS News, a AI Force terá como função identificar condutas inadequadas no setor, utilizando os sistemas de justiça civil e criminal já existentes.
A ABC News ressaltou que, embora Trump tenha repetido a analogia com a Space Force – criada em 2020 como sexta força armada –, as atribuições exatas da nova estrutura ainda não foram detalhadas.
Para coordenar a política da área, Trump nomeará um 'AI czar'; o cargo é comparado à função anteriormente exercida por David Sacks, que atualmente atua como copresidente do Conselho de Assessores de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, conforme informou a TechCrunch. O presidente acrescentou que apenas candidatos com 'alto QI' devem se inscrever para a vaga.
Confronto com alertas de segurança e a 'indústria do medo'
Trump classificou os temores sobre superinteligência e riscos existenciais como 'golpe' ou 'hoax'. Segundo a Asharq Al-Awsat, ele acusou a 'Esquerda Radical' de tentar destruir o país com esses alertas e disse que os EUA não podem perder a corrida tecnológica para a China.
O Khaleej Times acrescentou que o presidente afirmou que liberais querem a 'decimação, ou destruição', da IA.

Em contraste, líderes do setor pediram cautela. A CBS News e a ABC News citaram que Dario Amodei, CEO da Anthropic, recomendou reduzir o ritmo de desenvolvimento. Sam Altman, CEO da OpenAI, declarou que sua empresa apoiaria um ritmo mais lento para que o acompanhamento e o monitoramento da tecnologia não ficassem atrás da capacidade. A TechCrunch mencionou também um ex‑pesquisador da Anthropic que renunciou ao cargo após concluir que a tecnologia poderia ameaçar a sobrevivência humana até o fim da década.
Panorama da cobertura internacional
A cobertura nos Estados Unidos, exemplificada por CBS News, Axios e TechCrunch, concentrou‑se no potencial econômico da IA – citando a estimativa de até 25% do PIB americano – e nos detalhes administrativos da proposta.
Já a imprensa do Oriente Médio e da Ásia, como Asharq Al-Awsat, Khaleej Times, WION e Malay Mail, destacou o desconectamento entre o entusiasmo presidencial e o ceticismo do público, apontando baixa aprovação de Trump e resistência popular à construção de centros de dados em comunidades locais.
A TechCrunch também relatou que Trump realizou enquetes em sua rede social, Truth Social, sugerindo nomes como 'superior intelligence', 'extreme intelligence' e 'supreme intelligence' para substituir o termo inteligência artificial.
O que ainda não foi divulgado
- A data exata para a nomeação do novo czar de IA.
- O orçamento destinado à AI Force.
- A estrutura organizacional detalhada e o processo legislativo para a criação do novo ramo.

