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Trump anuncia criação da AI Force e rejeita medos sobre IA

Trump anuncia a criação da AI Force, nomeia um czar de IA e diz que não tolerará atrasos no setor, estimando que a IA possa chegar a 25% do PIB dos EUA.

20 de set., 01:39 atualizada 20 de set., 13:52 · v2 113 fontes · 24 países Regulação
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Presidente Donald Trump falando ao lado de um pódio da Casa Branca Foto: Aaron Kittredge / Pexels

Trump anunciou a criação da 'AI Force', disse que vai nomear um czar de IA e afirmou que não tolerará qualquer tentativa de retardar o desenvolvimento da inteligência artificial. Ele comparou a iniciativa à criação da Space Force e afirmou que a tecnologia pode chegar a representar até 25% do PIB dos Estados Unidos.

Estrutura da AI Force e o novo czar

Segundo a CBS News, a AI Force terá como função identificar condutas inadequadas no setor, utilizando os sistemas de justiça civil e criminal já existentes.

A ABC News ressaltou que, embora Trump tenha repetido a analogia com a Space Force – criada em 2020 como sexta força armada –, as atribuições exatas da nova estrutura ainda não foram detalhadas.

Para coordenar a política da área, Trump nomeará um 'AI czar'; o cargo é comparado à função anteriormente exercida por David Sacks, que atualmente atua como copresidente do Conselho de Assessores de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, conforme informou a TechCrunch. O presidente acrescentou que apenas candidatos com 'alto QI' devem se inscrever para a vaga.

Confronto com alertas de segurança e a 'indústria do medo'

Trump classificou os temores sobre superinteligência e riscos existenciais como 'golpe' ou 'hoax'. Segundo a Asharq Al-Awsat, ele acusou a 'Esquerda Radical' de tentar destruir o país com esses alertas e disse que os EUA não podem perder a corrida tecnológica para a China.

O Khaleej Times acrescentou que o presidente afirmou que liberais querem a 'decimação, ou destruição', da IA.

Placa de circuito com padrões que lembram inteligência artificial
Foto: Ivan Chumak / Pexels

Em contraste, líderes do setor pediram cautela. A CBS News e a ABC News citaram que Dario Amodei, CEO da Anthropic, recomendou reduzir o ritmo de desenvolvimento. Sam Altman, CEO da OpenAI, declarou que sua empresa apoiaria um ritmo mais lento para que o acompanhamento e o monitoramento da tecnologia não ficassem atrás da capacidade. A TechCrunch mencionou também um ex‑pesquisador da Anthropic que renunciou ao cargo após concluir que a tecnologia poderia ameaçar a sobrevivência humana até o fim da década.

Panorama da cobertura internacional

A cobertura nos Estados Unidos, exemplificada por CBS News, Axios e TechCrunch, concentrou‑se no potencial econômico da IA – citando a estimativa de até 25% do PIB americano – e nos detalhes administrativos da proposta.

Já a imprensa do Oriente Médio e da Ásia, como Asharq Al-Awsat, Khaleej Times, WION e Malay Mail, destacou o desconectamento entre o entusiasmo presidencial e o ceticismo do público, apontando baixa aprovação de Trump e resistência popular à construção de centros de dados em comunidades locais.

A TechCrunch também relatou que Trump realizou enquetes em sua rede social, Truth Social, sugerindo nomes como 'superior intelligence', 'extreme intelligence' e 'supreme intelligence' para substituir o termo inteligência artificial.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 113 fontes

Khaleej Times (sitemap-news) (Emirados Árabes Unidos) · WION (Índia) · الشرق الأوسط (Asharq Al-Awsat) (Arábia Saudita) · TechCrunch (Estados Unidos) · Axios (Estados Unidos) · Blick (Suíça)

ver as 113 fontes

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