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Trump's chip supply chain plan risks Tennessee plant closure

Fábrica de polissilício da Wacker Chemie em Charleston pode fechar após perda de clientes por novas tarifas dos EUA.

04 de set., 13:17 6 fontes · 5 países Mercado
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Fábrica de polissilício em Charleston, Tennessee Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels

A fábrica de polissilício da Wacker Chemie em Charleston, Tennessee, que emprega cerca de 600 trabalhadores, pode ser fechada nas próximas semanas depois de perder seus dois últimos clientes em razão das novas medidas comerciais da administração Trump.

Detalhes da instalação e da força de trabalho

O complexo produz polissilício usado em semicondutores e painéis solares. Fontes indicam que cerca de 600 pessoas trabalham na planta.

A Wacker informou que decidirá nas próximas semanas se mantém ou encerra as operações, citando a perda dos dois clientes como motivo decisivo. Os nomes desses clientes não foram divulgados.

Efeito das medidas comerciais de Trump

Em 6 de agosto a administração Trump anunciou preço mínimo e tarifas sobre importações de lingotes, wafers, células e painéis de polissilício. As regras entram em vigor em dezembro e valem igualmente para produtos fabricados no exterior com polissilício de qualquer origem, colocando materiais chineses e americanos nas mesmas condições.

Analistas da Bernreuter Research calculam que o polissilício feito nos EUA pode custar até quatro vezes mais que o importado, mantendo desvantagem para produtores locais apesar das tarifas.

A Wacker afirma que a proclamação da Casa Branca, embora tenha como objetivo incentivar a compra de polissilício americano, não apoia atualmente o uso do produto nacional e diz estar em diálogo ativo com a administração para buscar soluções; ainda é cedo para avaliar o impacto real nos negócios.

Anúncio de medida comercial do governo Trump
Foto: Markus Winkler / Pexels

Reações e preocupações mais amplas

O Coalition for a Prosperous America, que defende tarifas e políticas industriais, diz que as regras de implementação deveriam premiar a compra de polissilício produzido nos EUA, lembrando que apenas duas companhias fabricam o material dentro do país. Seu porta-voz, Nick Iacovella, afirmou que sem um sinal de que o polissilício americano será a base das cadeias de suprimentos de solar e de semicondutores há risco de ceder esses setores a concorrentes estrangeiros e a nações adversárias como a China, o que ele classificou como ameaça à segurança nacional.

Observadores apontam que a situação se soma a outros casos em que tarifas da administração Trump não atingiram o efeito desejado, como as sobre aço e alumínio que elevaram custos para montadoras americanas, prejudicando sua competitividade frente às importações até que medidas complementares fossem adotadas.

Especialistas ressaltam que empresas chinesas, tradicionalmente dominantes no polissilício de grau solar, avançaram no segmento de grau semicondutor, aumentando a pressão sobre os produtores norte-americanos.

O Departamento de Comércio não respondeu a pedidos de comentário, enquanto um representante da administração Trump disse que o governo continua engajado com partes interessadas da indústria para aprimorar sua estratégia de relocalização da fabricação de polissilício.

Apurado em 6 fontes

The Economic Times (Índia) · The Korea Times (Coreia do Sul)

ver as 6 fontes

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