A expansão da inteligência artificial está aumentando a demanda por eletricidade e pressionando a infraestrutura dos data centers, com a Agência Internacional de Energia estimando um consumo extra de 465 TWh por ano, equivalente a cerca de 70% da eletricidade consumida pelo Brasil em 2025.
Desafios de energia e refrigeração nos data centers
Segundo o O Globo e o Valor Econômico, o aumento da densidade de potência nos racks de IA torna o resfriamento por ar insuficiente, o que está acelerando a adoção de liquid cooling, especialmente o direct‑to‑chip cooling.
Os projetos precisam considerar, desde a fase inicial, fornecimento e distribuição de energia, sistemas de refrigeração, capacidade de suportar diferentes condições de carga, redundância e testes, conforme aponta Jorge Moreno, diretor de Novos Negócios da Tecnogera, citado pelas mesmas publicações.
A IEA projeta que o consumo de eletricidade dos servidores acelerados – equipamentos usados principalmente em IA – crescerá cerca de 30 % ao ano até 2030 e responderá por quase metade do aumento líquido da demanda dos data centers no período.
Em 2030, os data centers do mundo deverão consumir aproximadamente 1,42 vez o volume de eletricidade que o Brasil utilizou em 2025.

- Fornecimento de energia
- Distribuição de energia
- Refrigeração (liquid cooling, direct‑to‑chip)
- Redundância
- Testes de carga
Proposta colombiana de geração no Caribe para data centers
Segundo a Valora Analitik, o vice‑presidente José Manuel Restrepo afirmou, durante o Andicom, que a Colômbia deve desenvolver nova capacidade de geração elétrica no Alto Caribe como condição para competir pela instalação de centros de dados de hiperescala na América Latina.
Restrepo disse que a demanda dos centros de dados exigirá centenas de teravatios‑hora, um patamar que nem a infraestrutura atual nem a projetada conseguem atender.
Ele descreveu três ondas sucessivas de geração no corredor do Alto Caribe, cada uma adicionando megawatts à rede, sem divulgar prazos ou valores de investimento.
O vice‑presidente também declarou que “exportar energia significa exportar inteligência artificial”, indicando que o país poderia atrair a infraestrutura de computação que consome a elétrica e vender os serviços digitais produzidos ali.


