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Tech compra e destrói livros antigos para treinar IA

Empresas de tecnologia, lideradas pela Anthropic, compram livros antigos em sebos alemães, os digitalizam e os destroem para gerar dados de treino de IA.

30 de ago., 13:55 2 fontes · 2 países Mercado
MercadoAnthropic
Estante com livros antigos empilhados em um armazém Foto: josemiguel67bio jose miguel / Pexels

Empresas de tecnologia, sobretudo a Anthropic, estão comprando volumes elevados de livros usados em sebos alemães, digitalizando cada página e, depois, triturando o papel. O Bild disse que livrarias receberam, em alguns casos, cerca de cinquenta pedidos de um único comprador norte‑americano em um único dia. A matéria saiu em 30/08/2026.

Como o processo funciona

Primeiro, retira‑se a lombada do livro. Depois, cada página passa por scanners de alta resolução. Finalmente, os restos vão para shredders que reduzem o papel a confete. Esse fluxo, chamado de digitalização destrutiva, tem como objetivo gerar mais texto para os grandes modelos de linguagem.

Reação do mercado e declarações das empresas

Sebos de várias partes da Alemanha disseram ao Bild que, em poucos meses, faturaram valores de seis dígitos graças às encomendas fora do padrão, que abrangem livros de cozinha, não ficção, contos de fadas e história. O Washington Post relacionou essas compras ao chamado “Projeto Panama” da Anthropic. Em 2024 a empresa fechou um acordo de US$1,5 bilhão após ser acusada de baixar ilegalmente centenas de milhares de volumes de bibliotecas ocultas. Em resposta à Deutsche Presse‑Agentur, a Anthropic afirmou que o Claude aprende com dados públicos da web, conjuntos comerciais adquiridos e informações geradas internamente, e que seus programas de aquisição de livros não eliminam obras raras ou antigas.

Máquina de destruição de documentos triturando papel
Foto: cottonbro studio / Pexels

Visão de especialista

O professor Sebastian Schelter, da Technische Universität Berlin, explicou que quanto maior o corpus de texto, melhor se comportam chatbots como ChatGPT e Claude. Por isso, empresas buscam mais livros para aprimorar a precisão e a capacidade de geração de linguagem dos modelos.

Informações não divulgadas

O texto não informa quantos livros foram envolvidos, qual o volume exato de texto produzido pela digitalização nem qual é o prazo previsto para terminar as aquisições.

Apurado em 2 fontes

Bild (Alemanha)

ver as 2 fontes

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