Lee Hae-min, deputada do Partido Reconstruindo a Coreia, foi nomeada secretária sênior para o futuro da IA na Chefe de Gabinete da Presidência (Blue House) da Coreia do Sul, segundo o Chosun Ilbo e o Digital Today.
No sábado seguinte ao anúncio da nomeação, Lee usou sua página no Facebook para dizer que vê a inteligência artificial como alavanca para elevar o potencial da Coreia do Sul a outro patamar, conforme informou o Digital Today.
Ela também explicou que sua transição do Legislativo para o Executivo visa servir de ponto de conexão entre o plano nacional de IA e as demandas do setor produtivo e dos serviços oferecidos à população, conforme informado pelo Digital Today.
Formação e experiência no setor de tecnologia
O Digital Today destaca que, antes de entrar na política, Lee Hae-min acumulou experiência como product manager na divisão sul-coreana do Google e, depois, na sede da empresa nos Estados Unidos.
Depois de seu tempo no Google, ela foi chief product officer na OpenSurvey, onde liderou o desenvolvimento de produtos de coleta e análise de dados.
Atuar no mundo corporativo deu a ela familiaridade com ferramentas de inteligência artificial e com os desafios de levar inovação tecnológica ao mercado.
Entrada na política e atuação legislativa
Em 2024, Lee foi convidada pelo Partido Reconstruindo a Coreia para integrar sua bancada como talento recrutado, segundo o Digital Today.
Nas eleições daquele ano, conquistou um assento na 22ª Assembleia Nacional e passou a integrar a comissão de ciência, tecnologia da informação, transmissão e comunicações.
Durante o mandato legislativo, participou de debates sobre políticas de tecnologia e defendeu mais apoio estatal ao desenvolvimento de soluções de IA.
Visão para o cargo de secretária sênior de IA
Lee afirmou que pretende deixar o cargo de deputada para assumir a posição de secretária sênior na Blue House, atuando como torre de controle da estratégia nacional de IA, segundo o Digital Today.
Nessa função, disse que vai dirigir os esforços do governo Lee Jae-myung para que a política de IA vá além de declarações e de planos, chegando a uma etapa de resultados mensuráveis.
A secretária enfatizou que o fortalecimento do poder nacional por meio da inteligência artificial já está na fase de execução e que não medirá esforços para contribuir com o sucesso da República da Coreia.

Ela também declarou que pretende servir como elo entre as diferentes facções do campo democrático, colaborando para reduzir as divisões que marcam o cenário político recente.
Impacto esperado na indústria e nos serviços públicos
Segundo o Digital Today, Lee acredita que a coordenação entre estratégia estatal e iniciativa privada pode gerar inovações que melhoram a produtividade das indústrias sul-coreanas.
Ela também apontou que o público deverá perceber mudanças concretas nos serviços oferecidos pelo Estado, embora o texto não detalhe quais setores são priorizados.
Consequências para a representação partidária
O Digital Today informa que, ao deixar a vaga proporcional que ocupava na Assembleia Nacional, o Partido Reconstruindo a Coreia deve preencher o assento com Kim Hyeong-yeon, membro do conselho supremo da legenda.
Essa movimentação mantém o equilíbrio interno da bancada enquanto a dirigente se dedica integralmente às funções executivas na Blue House.
O que ainda não foi divulgado
O texto não fornece informações sobre o orçamento que será destinado às iniciativas de IA sob sua coordenação.
Também não há menção a prazos específicos para a implementação de projetos ou às métricas que serão usadas para avaliar o progresso da estratégia nacional.
Não foram divulgados detalhes sobre possíveis parcerias com empresas estrangeiras ou sobre a possível criação de novos órgãos reguladores ligados à inteligência artificial.


