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S&P500 lucro Q3 sobe 30% mas NVIDIA e Micron geram 1/3 do ganho

34% do aumento de lucro das empresas do S&P500 vem apenas de NVIDIA e Micron, segundo a Yonhap News.

25 de out., 16:16 2 fontes · 1 país Mercado Análise
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Pistas de negociação de bolsa de valores com telas mostrando gráficos ascendentes Foto: Rômulo Queiroz / Pexels

O lucro das empresas listadas no S&P500 deve subir 30% no terceiro trimestre, mas a grande parte do crescimento vem de um grupo minoritário de gigantes da inteligência artificial. Segundo a Yonhap News, que cita a análise de fato da Wall Street Journal com base em dados da FactSet e Dow Jones, 34% de todo o aumento de lucro no índice vem apenas de NVIDIA e Micron. A concentração se intensifica quando se amplia para as 10 maiores empresas, incluindo Broadcom, Meta, Exxon e Chevron, que respondem por cerca de dois terços do total.

Dois nomes dominam o crescimento

A força de NVIDIA e Micron vem da forte demanda por chips de memória e componentes para centrões de processamento de IA. A Yonhap destaca que Micron divulgou na semana passada um lucro trimestral 10 vezes maior que o mesmo período do ano anterior. Analistas envolvidos na cobertura sul-coreana esperam ainda que NVIDIA registre alta de 90% em seu lucro no mesmo período.

Além do topo, o resto também sobe

Os analistas não vêem o quadro como totalmente distorcido. A exclusão das 10 empresas maiores ainda permite projeção de 10% de crescimento no lucro para o restante do S&P500. Chris Christiaanse, da MAI Capital Management, disse à Yonhap que, embora os melhores jogadores conduzam a equipe, os demais também contribuem. Além disso, a Yonhap aponta que as ações têm se mantido abaixo do que o lucro justificaria, reduzindo a pressão de valuation em comparação ao início do ano.

Medo do descolamento entre expectativa e realidade

Mesmo com otimismo, há alerta. O impulso do mercado baseado em IA vai além dos lucros atuais — carrega a expectativa de que os investimentos maciços em data centers continuarão gerando retorno. Se esse vínculo se quebrar, o risco de retração é real. O especialista Ed Yardeni comparou os data centers a estádios de pickleball improvisados, sugerindo que a infraestrutura pode não ser tão produtiva quanto o mercado anticipa. A Yonhap também relembrava o comentário de Ray Adam-Leavitt, da James CIO, sobre como os times da bolha da Internet dos anos 1990 não tinham a mesma geração de receita que as empresas de IA hoje.

O que ainda não foi divulgado

  • Valor exato do aumento de lucro projetado para empresas fora do topo 10.
  • Lista completa de quais empresas compõem as 10 maiores.
  • Data precisa de divulgação dos resultados de NVIDIA.
  • Detalhes sobre a metodologia de projeção usada pela FactSet.

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