OCTO+

Anthropic é processada por uso de 274 músicas de Elvis Presley para treinar IA

Authentic Brands Group acusa a empresa de violar direitos autorais de 274 canções do rei do rock, incluindo clássicos como Can't Help Falling in Love.

25 de out., 17:31 4 fontes · 1 país Modelos Regulação
ModelosAnthropic
Partituras musicais com notação e símbolos de direitos autorais Foto: cottonbro studio / Pexels

A Authentic Brands Group, responsável pelos direitos de Elvis Presley, protocolou ação judicial contra a Anthropic alegando que a empresa utilizou 274 músicas do rei do rock para treinar seus modelos de inteligência artificial sem autorização.

A demanda, apresentada na última sexta-feira (não especificada a data exata), acusa a desenvolvedora de Claude — o modelo de linguagem da Anthropic — de violar os direitos autorais de composições icônicas como "Can't Help Falling in Love", "All Shook Up" e "A Little Less Conversation". A acusação indica que a empresa teria construído seu negócio com base em infrações de direitos autorais em escala sem precedentes.

Busca por indenização elevada

Segundo o documento judicial, os acionistas estão pleiteando uma indenização de US$ 150.000 por música infringida, totalizando aproximadamente US$ 41 milhões. A defesa afirma que a Anthropic não apenas utilizou o conteúdo protegido, mas também implementou mecanismos de controle ineficazes após ser notificada sobre os abusos.

Precedente potencial para o setor de IA

Esse caso marca uma das primeiras grandes ações judiciais diretas de uma estate artística contra uma desenvolvedora de inteligência artificial. Embora outras disputas envolvendo violações de direitos autorais já tenham sido movidas por associados da indústria fonográfica como RIAA, Sony, Universal e Warner Records, esta ação específica coloca em xeque os limites legais para o uso de repertórios musicais existentes no treinamento de modelos de IA.

Ilustração mostrando algoritmos e dados sendo processados digitalmente
Foto: Markus Winkler / Pexels

Reações do mercado e reguladores

Músicos e compositores têm manifestado preocupações sobre o uso não autorizado de suas obras e a possibilidade de conteúdo gerado por IA substituindo criações humanas. Recentemente, a plataforma de streaming Spotify anunciou a remoção de cerca de 50 milhões de músicas classificadas como "IA slop" de suas recomendações, refletindo a crescente tensão entre inovação tecnológica e proteção de direitos criativos.

O que ainda não foi divulgado

Se a decisão judicial favorecer os detentores dos direitos de Elvis Presley, ela pode estabelecer um precedente significativo para futuras disputas entre creadores de conteúdo e empresas de inteligência artificial.

Apurado em 4 fontes

The Guardian US (Estados Unidos)

ver as 4 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)