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Congresso aprova Redata e suspende tributos sobre data centers

O Congresso aprovou o Redata, que suspende tributos federais sobre equipamentos de data centers, com projeção de crescimento da capacidade até 2030.

12 de set., 12:28 3 fontes · 1 país Regulação Infraestrutura
Regulação
Interior de um data center com servidores e cabos visíveis Foto: Craftsman Concrete Floors / Pexels

O Congresso Nacional terminou a votação do pacote que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) em setembro de 2026. Segundo o O Globo, a votação chegou ao fim em 3 de setembro; o Valor Econômico acrescenta que o Senado aprovou o PL 278/2026 em 1º de setembro, suspendendo o IPI e outros tributos federais sobre equipamentos de TI para data centers. Dois dias depois, o mesmo Senado aprovou o PLP 74/2026, que retira as travas fiscais e deixa o regime apto a entrar em vigor ainda este ano. Os dois textos agora vão à sanção presidencial.

Motivo e impacto da Redata

O O Globo aponta que o aumento do consumo digital, impulsionado por streaming, inteligência artificial e serviços em tempo real, transformou a latência em problema de negócio. O Valor Econômico ressalta que, até então, grande parte do processamento ocorria em servidores fora do país, fazendo os dados atravessarem o oceano e voltarem. A pesquisa TIC Domicílios 2025, citada pelos dois veículos, mostra que 86% dos domicílios têm acesso à rede. Na praia do Futuro, em Fortaleza, 16 cabos submarinos respondem por cerca de 90% do tráfego internacional de dados do Brasil, segundo o NIC.br, informação presente nas duas matérias. O Valor Econômico destaca ainda que o Governo do Ceará anunciou que a ByteDance, dona do TikTok, escolheu o Complexo do Pecém para instalar seu primeiro centro de dados da região, com aporte anunciado acima de R$ 200 bilhões. Ambos os veículos citam Bruno Nakamura, sócio‑fundador da Pisos Elevados Brasil, que observa que o Nordeste oferece conectividade internacional, energia renovável disponível e terreno acessível, fatores que atraem investimentos.

Projeção de demanda e concentração de mercado

O Valor Econômico, com base em levantamento da JLL divulgado pela Forbes, informa que foram instalados 706 MW de capacidade no primeiro semestre de 2026, sendo que São Paulo respondeu por 38% dos megawatts nacionais. O mesmo veículo afirma que a revisão das previsões de carga da EPE, ONS e CCEE projeta um salto na demanda elétrica do segmento de 304 MW médios em 2026 para 3 457 MW médios em 2030. O O Globo reforça essa projeção. Apesar das vantagens do Nordeste, o Valor Econômico observa que a cadeia especializada de obra continua concentrada no Sudeste. Bruno Nakamura, citado pelas duas fontes, afirma que quem investe bilhões em um data center precisa de fornecedores próximos à obra, pois proximidade significa prazo, agilidade de mobilização e reposição garantida ao longo da vida da operação.

Requisitos técnicos e desafios de infraestrutura

Ambas as matérias explicam que o piso elevado é um sistema a seco de placas modulares sobre pedestais, criando um vão livre que abriga cabeamento, alimentação elétrica e permite climatização por insuflamento de ar. O O Globo menciona que a norma nacional NBR 11802, de 1991, trabalha para carga concentrada na faixa de 4 400 newtons (cerca de 450 quilos) com flecha admitida de 3,6 milímetros. O Valor Econômico detalha que sistemas referenciais na europeia EN 12825 chegam a até cerca de 2 000 quilos com flecha limitada a 2,5 milímetros. Bruno Nakamura, ouvido pelos dois veículos, diz que a norma nacional costuma ser insuficiente para projetos de grande porte, tornando necessário adotar padrões com maior capacidade estrutural.

Apurado em 3 fontes

O Globo (Brasil) · Valor Econômico (Brasil)

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