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Anthropic divulga relatório sobre uso indevido de Claude em armas biológicas e vigilância

Relatório de 154 páginas aponta casos de pesquisas ligadas a armas biológicas e operações de vigilância civil patrocinadas por Estados.

12 de set., 12:09 6 fontes · 6 países Segurança
SegurançaAnthropic
Sala de servidores com luzes azuis mostrando painéis de inteligência artificial Foto: Google DeepMind / Pexels

A Anthropic, desenvolvedora do modelo Claude, lançou na quinta-feira, 11 de setembro de 2026, um relatório de 154 páginas que detalha casos em que seus sistemas de inteligência artificial foram utilizados para pesquisas que poderiam contribuir ao desenvolvimento de armas biológicas e para operações de vigilância civil patrocinadas por Estados.

Pesquisas ligadas a agentes biológicos

O documento, conforme apurado pelo El País do Uruguai, identifica possíveis complatos em que os modelos da empresa foram empregados em estudos sobre o vírus chikungunya, uma cepa altamente patogênica de gripe aviária, famílias de vírus que incluem a varíola e o mpox, além de venenos e outras toxinas. Segundo o relatório, os autores desses estudos são cientistas, mas não há evidências claras de intenção de causar dano. A Anthropic optou por não identificar os indivíduos nem seus laboratórios, alegando que isso poderia expor os envolvidos a riscos.

Vigilância de civis por atores estatais

O informe também revela que a Anthropic interrompeu várias operações de vigilância patrocinadas por governos que utilizavam seus modelos para monitorar dissidentes, jornalistas, ativistas e políticos. Essas atividades teriam se originado na China, no Irã e no oeste da África, tendo sido detectadas e interrompidas entre janeiro e julho de 2026. Entre os grupos alvejados estavam figuras do movimento pró-democracia de Hong Kong, comunidades tibetanas e minorias e opositores ao regime iraniano no exterior. Em um caso específico, atores iranianos teriam criado um método para identificar pessoas por meio de suas contas em redes sociais e outro para gerar recomendações de ataque contra forças navais americanas na região.

Fundo com códigos binários verdes simbolizando processamento de dados de IA
Foto: Markus Spiske / Pexels

Acusação contra desenvolvedores chineses

O relatório acusa ainda desenvolvedores chineses de utilizar o Claude de forma enganosa para gerar respostas aos usuários enquanto, simultaneamente, "destilavam" esses dados para aprimorar seus próprios modelos. A prática de destilação, definida no setor como o uso de um modelo de IA para treinar outro, já havia sido apontada anteriormente em relação a essas empresas.

O que ainda não foi divulgado

O material não especifica quantos incidentes foram detectados em cada categoria, nem fornece detalhes técnicos sobre os próprios modelos envolvidos nas supostas atividades indevidas. Tampouco menciona quais sanões ou ações corretivas foram aplicadas aos usuários identificados.

Apurado em 6 fontes

El País (Uruguai)

ver as 6 fontes

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