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PIB do Reino Unido cresce 0,4% em julho impulsionado por IA

Reino Unido registra crescimento de 0,4% no PIB em julho, impulsionado por IA, superando expectativas

11 de set., 16:56 6 fontes · 4 países Mercado Análise
Mercado
Gráfico de crescimento do PIB do Reino Unido Foto: RDNE Stock project / Pexels

A economia do Reino Unido cresceu 0,4% em julho. O avanço da inteligência artificial foi o motor, superando as previsões de zero crescimento de parte dos economistas. Os dados vieram da Office for National Statistics (ONS), divulgados nesta sexta-feira. Em junho, o PIB havia subido 0,3%.

A expansão foi liderada pelo setor de serviços, que cresceu 0,4%. Destacou-se os serviços administrativos e a programação de computadores. Muitas empresas que registraram maior faturamento em julho estão ligadas a inteligência artificial e computação em nuvem, informou a ONS.

O resultado surpreendeu analistas e deu fôlego ao governo do primeiro-ministro Andy Burnham e ao chanceler John Healey, que prepara o orçamento de outubro.

IA como motor do crescimento

O relatório da ONS aponta que o crescimento da inteligência artificial foi o principal responsável pelo desempenho acima do esperado. Martin Beck, economista-chefe da WPI Strategy, disse ao The Guardian que, em um momento em que muitas áreas tradicionais da economia estão fracas, “esse é exatamente o tipo de gasto que melhora a produtividade e que o Reino Unido precisa”.

Barret Kupelian, economista-chefe da PWC, afirmou que a IA continua deixando marcas na economia, com setores expostos a ela registrando forte crescimento.

Centro de dados com servidores e luzes azuis
Foto: Pixabay / Pexels

No trimestre encerrado em julho, o PIB também subiu 0,4%, igualando a taxa do trimestre anterior. Isso sinaliza uma tendência consistente.

Guerra no Oriente Médio pesa

Apesar do dado positivo, a economia britânica enfrenta pressões da guerra no Irã. Ela elevou os custos de energia e levou a taxas de juros mais altas do que previstas no início do ano. O preço do petróleo subiu para acima de US$ 100 por barril, o que pode alimentar a inflação global e forçar aumentos nos custos de empréstimos.

Economistas temem que as taxas de juros mais altas sobre a dívida do Reino Unido tenham eliminado pelo menos metade da margem de £24 bilhões que o antecessor de Healey havia acumulado. Isso pode obrigar o chanceler a aumentar impostos ou cortar gastos no orçamento.

O mercado espera que o Banco da Inglaterra faça quatro aumentos de um quarto de ponto nos próximos doze meses. A taxa deve permanecer em 3,75% na reunião da semana que vem.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 6 fontes

Bloomberg Businessweek (Estados Unidos) · The Guardian US (Estados Unidos) · Free Malaysia Today (Malásia)

ver as 6 fontes

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