Quinta-feira (10), a Anthropic disse que uma célula no Iêmen usou o Claude, seu modelo de IA, para tentar fazer armas teleguiadas. O jornal O Globo e o Tilt (UOL) contaram. A empresa também disse que o grupo trabalhava em três projetos de arma e não tem provas de ter feito um dispositivo que funciona. O Tilt adicionou que um teste de foguete falhou.
A informação veio de um relatório da Anthropic sobre operações ilegais que ele interrompeu em vários países, segundo o O Globo. A empresa chamou o grupo de 'malicioso' e disse que está no norte do Iêmen.
Os três programas de armas
O Globo conta que os projetos tinham um foguete guiado com uma calculadora de voo como um celular e sistema de orientação automática, um míssil balístico com mais de 2.000 km de alcance e um projétil com um 'planador hipersônico', como a empresa disse.
A Anthropic disse que a célula usou o Claude para substituir engenheiros que fizeram softwares de direção, navegação e comando de armas.

Ligação com os houthis
O grupo não disse quem era. A empresa só disse que está no norte do Iêmen, região controlada pelos houthis – insurgentes apoiamdos pelo Irã que governam parte do país, como a capital Sanaa.
O que a empresa descartou
O Tilt disse que a Anthropic não achou provas de que a célula conseguiu fazer uma arma que funcione. A publicação também contou que tentaram lançar um foguete guiado, mas o teste deu errado.
O anúncio veio enquanto os houthis aumentam ações no Iêmen, conquistando terras na costa do Mar Vermelho, segundo o O Globo e o Tilt.
O que ainda não foi divulgado
- A identidade da célula e a confirmação do vínculo com os houthis;
- como a Anthropic interrompeu as operações da célula;
- quando os programas de armas foram detectados e por quanto tempo funcionaram.


