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Palantir afirma não poder desligar sistema de IA da NATO em Bruxelas

Louis Mosley, vice-presidente da Palantir, afirmou que nem a empresa nem os EUA podem acessar ou desligar o Maven Smart System utilizado pela NATO.

23 de out., 10:33 26 fontes · 18 países Regulação
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Sala de servidores com iluminação azulada representando infraestrutura tecnológica militar Foto: Brett Sayles / Pexels

A Palantir afirmou, em Bruxelas, que não pode desligar remotamente o sistema de inteligência artificial Maven Smart System utilizado pelo Comando Militar Supremo da NATO (SHAPE), em meio a debates crescentes na Europa sobre a dependência tecnológica norte-americana.

O vice-presidente da empresa para o Reino Unido e Europa, Louis Mosley, declarou que "não existem botões de emergência" e que "nem a Palantir, nem o governo dos EUA podem acessar ou desligar o sistema", segundo relato da Reuters.

Garantias técnicas em contexto de tensão geopolítica

A plataforma Maven processa grandes volumes de dados provenientes de satélites, radares e outros sensores, oferecendo uma visão integrada do campo de batalha para oficiais militares. A NATO adquiriu o sistema em 2025 e atingiu plena capacidade operacional em junho de 2026.

A declaração surge após a Ucrânia ter reportado restrições ao serviço de comunicações por satélite Starshield, operado pela SpaceX. Autoridades ucranianas e europeias suspeitam de motivações políticas, especialmente após declarações de Donald Trump pedindo a Kiev que interrompesse ataques a refinarias russas.

Tela digital interativa exibindo dados holográficos de inteligência artificial
Foto: Vika Glitter / Pexels

Resistência europeia e limitações contratuais

Apesar das garantias da Palantir, países como Alemanha e França hesitam em adotar o sistema. O Comando Cibernético Alemão considerou o acesso de funcionários de uma empresa privada a bases de dados militares como algo "de conceito".

Mosley respondeu que a implicação de funcionários da empresa na operação do sistema depende da decisão do cliente, afirmando que o software pode ser utilizado de forma independente se necessário. No entanto, não foi divulgado como seria essa operação autônoma ou se há mecanismos técnicos que substituíriam a equipe da Palantir.

Onde a cobertura diverge

A imprensa asiática tende a tratar o caso como uma questão técnica de propriedade de software, enquanto veículos europeus enfatizam os riscos geopolíticos. A cobertura norte-americana, por sua vez, destaca a inovação tecnológica sem o mesmo foco em segurança energética e autonomia estratégica.

O que ainda não foi divulgado

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Libertatea (Romênia) · ECO (Portugal)

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