O TSE determinou na última quinta-feira que Meta e X apresentem esclarecimentos técnicos em 24 horas sobre o uso de inteligência artificial e a distribuição de conteúdos políticos nas redes sociais, após alegações de tratamento desigual entre as candidaturas de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
pedido da campanha petista
A medida foi tomada após um pedido da campanha de Lula ao TSE, que acusa as plataformas de favorecer Flávio nas práticas de distribuição, recomendação, moderação e impulsionamento de conteúdos. A campanha alega irregularidades como restrições à circulação de conteúdos favoráveis a Lula, favorecimento algorítmico de perfis ligados à chapa adversária e uso de IA para geração de conteúdos políticos.
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral, destacou que os elementos apresentados justificam esclarecimentos técnicos sobre o funcionamento da ferramenta de IA Grok, usada pelo X, e sobre os critérios aplicados às solicitações relacionadas aos candidatos.
exigências do TSE
O TSE exigiu relatórios técnicos detalhados sobre: o funcionamento da ferramenta Grok no X; as funcionalidades de tradução automática e busca de GIFs e hashtags no Facebook; a distribuição de conteúdos políticos de perfis ligados a Flávio Bolsonaro e ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) nas duas plataformas; e a aplicação de parâmetros de revisão e distribuição de anúncios eleitorais, com verificação de que ambas as candidaturas estão submetidas aos mesmos critérios.

A campanha alegou ainda que a funcionalidade de tradução automática da Meta teria alterado o sentido de manifestações relacionadas à disputa presidencial, e questiona a geração de conteúdos políticos pela Grok sem solicitação específica dos usuários.
Em caso de descumprimento injustificado da determinação, o TSE fixou multa diária de R$ 500 mil para cada empresa.
investigação paralela no Exército do Lula
Na quinta-feira, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, também ordenou à Meta a apresentação de relatório técnico sobre a suspeita de ações coordenadas no canal Exército do Lula, no WhatsApp, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), com mais de 8 milhões de seguidores.
o que ainda não foi divulgado
- Respostas técnicas apresentadas por Meta e X ao TSE
- Detalhes sobre os critérios usados pela Grok para responder a solicitações sobre os candidatos
- Resultados da análise da tradução automática e sua influência no conteúdo político
- Conclusão da investigação sobre possíveis ações coordenadas no Exército do Lula


