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OpenAI diz ter resolvido Navier-Stokes com IA

OpenAI diz que seu modelo de IA resolveu Navier‑Stokes após trabalho de até dez mil agentes por 88 horas; polêmica sobre plágio e prêmio Clay.

09 de set., 01:53 atualizada 09 de set., 05:18 · v2 85 fontes · 24 países Modelos
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Laboratório com pesquisadores trabalhando em inteligência artificial Foto: Pavel Danilyuk / Pexels

OpenAI afirma que seu modelo de IA encontrou uma solução para o problema de Navier‑Stokes, um dos Problemas do Milênio, após o trabalho de até dez mil agentes de IA durante 88 horas, segundo o El Universo. A empresa publicou um documento de 165 páginas no qual sustenta que as equações podem desenvolver singularidade em tempo finito, segundo o mesmo veículo. O modelo ainda não foi apresentado publicamente e, conforme a OpenAI, é significativamente mais capaz que o GPT‑6 Astra.

Escala computacional e documento técnico

Segundo o El Universo, até dez mil agentes de IA trabalharam de forma coordenada durante 88 horas para chegar ao resultado alegado. O Proceso Digital e o Heraldo de Aragón repetem a mesma escala de agentes e de tempo.

O documento técnico tem 165 páginas e argumenta que as equações de Navier‑Stokes, formuladas no século XIX para descrever o movimento de fluidos como água e ar, podem desenvolver uma singularidade em tempo finito, ou seja, um ponto onde a velocidade cresce sem limite. Essa mesma explicação aparece nas coberturas do El Universo, Proceso Digital e Heraldo de Aragón.

Controvérsia sobre acesso a pesquisas e acusações de plágio

O El Universo cita o Wall Street Journal ao afirmar que a OpenAI começou a testar o novo modelo nos Problemas do Milênio em 1º de setembro de 2026, após indícios de que dois desses problemas estavam perto de solução. Esses indícios estariam ligados ao trabalho de Levent Alpöge (Anthropic) e Tristan Buckmaster (NYU) no problema de Euler forçado.

O mesmo veículo informa que a OpenAI negou ter utilizado diretamente o trabalho de Alpöge e Buckmaster, mas reconheceu que não pode descartar totalmente que conversas desses pesquisadores com seus sistemas de IA tenham contribuído para o desenvolvimento da ferramenta utilizada.

O Numerama, da França, destaca que o anúncio foi acompanhado de acusações de plágio, apontando que a empresa afirma ter resolvido apenas "parte" de um problema do Milênio, apesar das alegações de solução completa.

Posicionamento sobre o prêmio Clay e objetivo da divulgação

O El Universo e o Numerama concordam que a OpenAI não pretende reclamar o prêmio de um milhão de dólares oferecido pelo Clay Mathematics Institute pela solução de cada Problema do Milênio. Até o momento, somente a conjetura de Poincaré, resolvida por Grigori Perelman, recebeu o prêmio.

A empresa afirma que seu objetivo ao publicar o trabalho é mostrar o avanço de seus modelos de IA, não obter o reconhecimento financeiro do prêmio.

O que ainda não foi divulgado

Nenhuma das fontes menciona se o resultado foi submetido a revisão por pares ou verificado por especialistas independentes da comunidade matemática.

Também não foi divulgada uma data para a apresentação pública do modelo nem detalhes sobre sua arquitetura ou como ele se difere do GPT‑6 Astra além da afirmação de ser "significativamente mais capaz".

Reação da imprensa internacional

Veículos de diferentes regiões divulgaram o anuncio, com alguns enfatizando a afirmação de solução completa e outros ressaltando as alegações de solução apenas parcial e as acusações de plágio.

Apurado em 85 fontes

El Universo (Equador) · El Deber (Bolívia) · El Universal (México) · O Liberal (Brasil) · InfoMoney (Brasil)

ver as 85 fontes

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