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DeepSeek e MiniMax ganham aprovação para uso global, diz mídia estatal

Aprovação permite que os modelos de IA sejam implantados internacionalmente, segundo postagem de conta vinculada à CCTV.

24 de out., 07:16 14 fontes · 9 países Mercado Regulação
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Representação visual de uma rede neural artificial em tons de azul e branco Foto: Merlin Lightpainting / Pexels

Majoristas desenvolvedores chineses de inteligência artificial DeepSeek e MiniMax obtiveram aprovação estatal para uso global de seus modelos, conforme divulgado por uma conta de mídia social afiliada à emissora estatal de broadcast CCTV.

A aprovação foi anunciada em uma postagem publicada na quinta-feira (22) pela conta Yuyuan Tantian, que também destacou que usuários internacionais expressaram apoio à expansão dessas tecnologias.

DeepSeek e MiniMax não responderam imediatamente a solicitações de comentário sobre a aprovação.

Contexto das medidas de controle de exportação

A aprovação ocorre após a proposta chinesa de controles de exportação anunciada em 16 de outubro, que inclui restrições a 23 tecnologias de IA, como modelos, agentes e grupos de computação.

O Ministério comercial da China afirmou que a maioria das tecnologias de IA permanecerá disponível para exportação, com licenciamento simplificado para tecnologias open-source e centros de computação operados por empresas chinesas no exterior.

As restrições propostas abrangem a implantação internacional de modelos de IA contendo tecnologia restrita, sendo uma das últimas iniciativas de Pequim para limitar o transferência de ferramentas consideradas vitais à segurança nacional em meio à competição geopolítica com Washington.

Impacto no mercado global

A aprovação permite que empresas chinesas continuem seus esforços de comercialização global sem restrições significativas.

Startups chinesas têm se destacado fechando a diferença com líderes norte-americanos em 2026, atraindo usuários não apenas por preços mais acessíveis, mas também por modelos mais fáceis de personalizar em comparação com sistemas proprietários da OpenAI e Anthropic.

Posicionamento da China sobre controles de exportação

A postagem contrastou a abordagem chinesa com a dos Estados Unidos, acusando Washington de usar sanções e bloqueios tecnológicos para proteger sua supremacia competitiva.

Interface digital mostrando conexões globais e símbolos de governo
Foto: Sururi Ballıdağ Director / Pexels

A China enfatizou que sua intenção é definir limites ao invés de simplesmente restringir a exportação de tecnologia de IA.

Carve-outs significativos foram incluídos nas regulamentações propostas: acesso a APIs, aplicativos web e recursos de software-como-serviço não estarão sujeitos a restrições de exportação, mesmo que funcionem com modelos subjacentes restritos.

Histórico de atualizações regulatórias

As revisões mais recentes estão em desenvolvimento desde o primeiro semestre de 2026, com departamentos governamentais consultando e integrando feedback de instituições de pesquisa e participantes do setor, conforme informado pela Yuyuan Tantian.

Em 2020, Pequim adicionou algoritmos à lista de tecnologias restringidas, após ameaças iniciais do então presidente norte-americano Donald Trump de banir o TikTok a menos que vendesse seus ativos para uma empresa norte-americana.

Diferenças na cobertura internacional

Enquanto a mídia estatal chinesa destacou a aprovação como um avanço regulatório para a indústria nacional, veículos internacionais como Bloomberg Businessweek e The Business Times enfatizaram o contexto geopolítico das restrições, contrastando a abordagem chinesa com o uso de sanções por parte dos EUA.

The Business Times também ressaltou os esforços recentes do governo chinês em consultas públicas sobre regulamentação, apresentando-as como uma alternativa menos restritiva aos bloqueios norte-americanos.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 14 fontes

Bloomberg Businessweek (Estados Unidos) · The Economic Times (Índia) · The Business Times (Singapura)

ver as 14 fontes

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