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OpenAI diz ter resolvido Navier‑Stokes em 88 horas

OpenAI afirma ter resolvido Navier‑Stokes, um desafio do Prêmio do Milênio, em 88 horas usando milhares de agentes de IA, sem verificação independente.

09 de set., 03:37 31 fontes · 17 países Pesquisa
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Ilustração de IA resolvendo equações de fluido Foto: Vitaly Gariev / Pexels

OpenAI afirma ter resolvido o problema de existência e suavidade das equações de Navier‑Stokes, um dos sete desafios do Prêmio do Milênio, em apenas 88 horas de computação.

Como a OpenAI afirma ter resolvido o problema

Segundo a Telegrafi, a empresa disse que cerca de dez mil agentes de inteligência artificial trabalharam em paralelo para tratar uma das questões mais difíceis da matemática, parte das equações de Navier‑Stokes, que descrevem o movimento de líquidos e gases.

Esses agentes trocaram aproximadamente três milhões de mensagens e consumiram cerca de 130 bilhões de tokens durante o processo, segundo a mesma fonte.

The Straits Times acrescenta que o anúncio foi feito em 8 de setembro de 2026 e que a tecnologia de IA utilizada ainda não foi disponibilizada ao público.

O emprego de tanta computação distribuída destaca a escala do esforço, algo raramente visto em tentativas anteriores de resolver o problema.

Detalhes do problema e da suposta solução

O The Straits Times explica que o problema de Navier‑Stokes estuda as equações que governam o movimento de fluidos e gases, sendo fundamental para previsões do tempo e do clima, embora partes dele ainda estejam matematicamente não resolvidas.

O próprio Telegrafi lembra que o desafio permanece aberto há cerca de noventa anos, motivo pelo qual a solução alegada foi apresentada como um marco histórico para a inteligência artificial.

De acordo com o mesmo veículo, a solução proposta pela OpenAI indica que as equações podem, teoricamente, entrar em colapso, o que implicaria cenários extremos como partículas de água atingindo velocidade infinita — algo que não foi observado na prática.

O prêmio associado ao problema, administrado pelo Clay Mathematics Institute, é de um milhão de dólares para uma resposta completa e verificável.

Controvérsias e falta de verificação independente

A Telegrafi relata que o matemático Tristan Buckmaster acusou a OpenAI de ter se beneficiado de informações de seus trabalhos e dos de Levent Alpöge; a empresa negou tais alegações.

Cluster de supercomputadores em sala de dados
Foto: Brett Sayles / Pexels

Mesmo assim, a mesma fonte observa que a solução ainda não foi verificada de forma independente nem aceita pelo Clay Mathematics Institute, o que impede que ela seja considerada para o prêmio do Milênio.

O The Straits Times também destaca que, apesar do anuncio, a comunidade científica aguarda uma revisão por pares antes de qualquer reconhecimento formal.

A ausência de validação independente deixa o alegado avanço em aberto a questionamentos sobre sua reproducibilidade e rigor científico.

O que ainda não foi divulgado

Nem a Telegrafi nem o The Straits Times especificam quando, ou se, o sistema de IA será disponibilizado à comunidade de pesquisa.

As fontes não detalham quais algoritmos ou arquiteturas específicas foram empregados além do número de agentes, mensagens e tokens utilizados.

Também não há informação sobre os procedimentos de teste ou validação que a OpenAI realizou para comprovar a validade da solução diante de benchmarks conhecidos.

Por fim, nenhum dos veículos menciona se haverá tentativa de submissão formal da prova ao Clay Mathematics Institute para avaliação do prêmio, nem quais seriam os critérios usados para tal submissão.

Apurado em 31 fontes

Telegrafi (Kosovo) · The Straits Times (Singapura)

ver as 31 fontes

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