Mistral AI anunciou ter captado 3 bilhões de euros em nova rodada de financiamento, segundo o Le Figaro. Com isso, a valuation da empresa ultrapassa 21 bilhões de euros, contando com investidores como Samsung, EQT, BlackRock, Advent, Nvidia e ASML. A startup francesa afirma que os recursos serão usados para expandir a implantação comercial e criar uma infraestrutura de cálculo baseada na Europa.
Financiamento e valorização
Segundo o Le Figaro, trata-se da quarta captação da Mistral AI; a empresa já havia levantado mais de 2 bilhões de euros em capital e cerca de 850 milhões por meio de dívida. Agora, com os 3 bilhões adicionais, o total de recursos supera os 5 bilhões e a valuation passa de 21 bilhões de euros. Os novos aportes incluem o grupo sul-coreano Samsung, o fundo sueco EQT agindo em nome do Scale up Europe Fund, além de BlackRock, Advent, Nvidia e ASML.
A estratégia enfatiza a implantação comercial dos modelos de linguagem e a construção de um centro de computação situado na Europa, buscando reduzir a dependência de infraestrutura estrangeira.
Alertas sobre segurança da IA
O Le Figaro publicou a declaração de Jacob Coxon, pesquisador britânico de 27 anos que anunciou sua saída da Anthropic e disse que nenhuma empresa pode desenvolver sistemas de IA de forma responsável sem intervenção dos Estados. Segundo Coxon, o rumo atual leva a uma superinteligência capaz de se aprimorar por si mesma, o que ele considera um jogo com a vida das pessoas.

Ele acrescentou que, tanto na OpenAI quanto na Anthropic, há quem acredite que a tecnologia possa levar à extinção humana até o fim da década, e que esses temores são compartilhados em privado, embora em público os dirigentes adotem um tom mais moderado.
Avanço em matemática pela OpenAI
Segundo o Le Figaro, a OpenAI informou ter resolvido a equação de Navier-Stokes, um problema matemático aberto há mais de um século, em apenas 88 horas. O feito foi obtido por um modelo cuyas capacidades seriam significativamente superiores às do GPT-6 Astra, lançado poucos dias antes.
Para chegar à solução, o sistema utilizou mais de dez mil agentes de IA trabalhando em conjunto e gerou mais de 130 bilhões de tokens. O custo computacional foi descrito como milhões de dólares pelo responsável de pesquisa Mark Chen, que classificou o resultado como um passo significativo para a IA.
Alguns pesquisadores, entre eles o australiano Tristan Buckmaster, levantaram questões sobre possível sobreposição com trabalhos anteriores, mas a OpenAI negou ter utilizado prompts ou resultados externos no treinamento do modelo.


