OpenAI aciona FBI após jovem de 25 anos da Flórida usar ChatGPT para planejar assassinato da ex-namorada. O caso ganhou destaque após a inteligência artificial gerar mensagens que revelavam um modelo de planejamento sistemático de violência, segundo análise de agentes do FBI. O monitoramento das comunicações ocorreu por dois meses antes da prisão do suspeito em maio.
- Darren Zhou, 25, utilizou o ChatGPT para discutir e planejar o assassinato da ex-namorada, conforme apurado nas conversas interceptadas pelas autoridades. As mensagens revelaram intenções claras de dano e tentativas de isolar a vítima de forma planejada.
- Mensagens com a IA revelaram intenções de violência e tentativas de isolar a vítima, segundo relatos de pessoas próximas. O conteúdo incluía descrições detalhadas de métodos e momentos para o crime.
- Um analista bancário teria orientado o uso da IA em março para discutir assuntos vinculados, segundo relatos de usuários que acompanharam o caso. A orientação teria facilitado a elaboração das mensagens.
- As conversas transcenderam emoções passageiras, evidenciando um plano sistemático de acordo com avaliação do FBI. As mensagens mostravam controle, xhelozo e coordenação de ações.
- O jovem também teria mostrado intenção de extorsão contra pessoas próximas ao círculo da ex-parceira, segundo depoimentos. Isso indicava um padrão de controle mais amplo.
Investigação do FBI
- O FBI monitorou as comunicações de Zhou durante 2 meses, a partir de maio, antes de prendê-lo na Flórida. A vigilância baseou-se nas bisedes com a IA que indicavam risco serio.
- Um agente eficaz avaliou que as mensagens não eram apagadas emoções, mas indicavam um modelo de planejamento de crime. A análise focou em padrões de comportamento e intenções.
- A OpenAI cooperou com as autoridades, permitindo o monitoramento de bisedes de funcionários e acionando o FBI quando detectou risco serio para personas terceiras. A empresa tem políticas de relato interno.
- Em maio, a polícia prendeu Darren Zhou após identificar o risco através das bisedes com a IA. Ele foi levado a audiência e solto em liberdade condicional após pagar fiança de 100 mil dólares.
Desfecho jurídico
- Em 13 de agosto, Zhou declarou-se agricultor para tentar garantir benefícios e arranjar acordo que lesasse seu patrimônio. A defesa argumentou mudança de perfil público.
- A justiça o sentenciou a 4 anos de probatória, além de uma série de restrições. A medida visa controlar atividades digitais e presenciais do réu.
- A promotoria pediu seguimento rigoroso, incluindo proibição de uso celular não autorizado e novas medidas de monitoramento. O objetivo é prevenir novos crimes.
- Após o julgamento, o réu permaneceu sujeito a controle judiciário enquanto cumprisse a medida de liberdade condicional. Qualquer violação pode resultar em reclusão.
O episódio ilustra os riscos do uso indevido de inteligências artificiais para planejar crimes, tema que ganha relevância em debates sobre regulação de IA no Brasil e no mundo.


