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Fora da Nvidia: boom de data centers impulsiona energia e refrigeração

Fornecedores de transformadores e sistemas de resfriamento lucram com a corrida por data centers, mas enfrentam gargalos de entrega e conexão elétrica.

02 de set., 05:13 6 fontes · 4 países Mercado Análise
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Transformador elétrico em subestação ao ar livre, equipamento essencial para data centers. Foto: Vjanodic WERSOV / Pexels

A corrida por data centers está gerando lucro para um grupo distinto da Nvidia: fornecedores de energia e resfriamento. Segundo a Reuters, a demanda por transformadores e sistemas de resfriamento avançado cresce a todo vapor, com pedidos em alta e uma projeção de investimentos globais de quase US$ 7 trilhões até 2030, segundo a consultoria McKinsey.

McKinsey projeta que os gastos globais com data centers cheguem perto de US$ 7 trilhões até 2030. A Nvidia, por sua vez, afirmou na última semana que espera que os investimentos em IA continuem robustos por anos. Mas levantar essas instalações na velocidade exigida está cada vez mais complicado. Os hyperscalers, ou grandes provedores de nuvem, costumam exigir novas unidades entregues em seis meses, mas atrasos na conexão à rede elétrica podem chegar a 24 meses em mercados emergentes e mais de oito anos em países desenvolvidos, segundo a consultoria Pivotale AI.

"Fora do círculo da indústria, as pessoas falam sobre GPUs, mas, dentro do círculo, certamente questionam o prazo de entrega de geradores e transformadores", afirmou Wing Kin Cheung, CEO da provedora de infraestrutura digital BodaData, citado pela Reuters.

Fornecedores de transformadores registram alta recorde

Transformadores, que convertem a alta voltagem das redes elétricas em níveis adequados para servidores e sistemas de refrigeração, estão entre os equipamentos mais demandados. A Reuters apurou que a sul-coreana HD Hyundai Electric e a chinesa Hainan Jinpan Smart Technology, dois dos principais fornecedores globais, registraram aumento expressivo na demanda no primeiro semestre de 2026, puxado por projetos de infraestrutura de IA, sobretudo na América do Norte.

A HD Hyundai Electric informou que a demanda também sobe na Europa, à medida que hyperscalers americanos expandem investimentos em mercados como Finlândia, Alemanha e Reino Unido. O Oriente Médio mantém forte apetite. A carteira de pedidos da empresa subiu 23% no semestre, para US$ 8,5 bilhões. Projetando que data centers respondam por 16% dos novos pedidos de seu negócio de energia no próximo ano, contra 6,3% em 2026. Já a Jinpan viu os novos pedidos para data centers mais que quadruplicarem no primeiro semestre, com a carteira relacionada quase triplicando.

Foto: Diana ✨ / Pexels

O Bank of America, citado pela Reuters, estima que o consumo de energia por rack de IA pode chegar a mais de 1,5 megawatts até o fim de 2030, quase 100 vezes o de um rack convencional, com base no roteiro de chips da Nvidia.

Tecnologia de transformadores sólidos ganha atenção

Frente ao aumento do consumo e à pressão ambiental, os fabricantes apostam em inovações. Entre elas, o transformador de estado sólido (SST), que substitui bobinas magnéticas e enrolamentos de cobre por semicondutores para transformar e direcionar a eletricidade. O UBS calcula que os SSTs melhoram a eficiência energética em cerca de 4% e reduzem custos.

Se a adoção comercial ainda está em fase inicial, o banco projeta que a penetração dos SSTs chegue a 40% em 2030, com empresas chinesas ganhando participação graças à experiência tecnológica e vantagens de custo. A HD Hyundai Electric e a Jinpan disseram que estão aprofundando o desenvolvimento de SSTs. A taiwanesa Delta Electronics, importante fornecedora de infraestrutura de energia, informou que um pequeno data center já está usando seus SSTs. "É fundamentalmente um gateway de energia, que exige um design e uma arquitetura de energia diferentes. A adoção, portanto, levará tempo", disse o chairman da Delta, Ping Cheng, em julho, segundo a Reuters.

Apurado em 6 fontes

Mint (Índia)

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