A Nvidia, criada por Jensen Huang, Chris Malachowsky e Curtis Priem num restaurante Denny's, lançou a primeira GPU em 1999 e recebeu US$200 milhões da Microsoft para colocar o chip no Xbox original, tornando seus processadores essenciais para jogos, data centers e computação atual.
Origens em um Denny's e o nome invidia
Segundo a Yahoo Finanzas da Argentina, a ideia de que um pequeno chip quadrado pudesse mover economias surgiu no fim do século XX, num bate-papo entre amigos em uma cafeteria. Jensen Huang, Chris Malachowsky e Curtis Priem viram naquele quase imperceptível semicondutor o futuro da tecnologia.
A empresa foi batizada primeiro de Nvision, mas o registro já pertencia a um fabricante de papel higiênico. Os fundadores então escolheram a raiz latina "invidia", que significa inveja, esperando que seus produtos gráficos despertassem esse sentimento nos concorrentes.
Em 1993, os computadores pessoais já estavam nas casas e passaram a servir também para jogos eletrônicos. Foi nesse cenário que o trio viu a chance de levar gráficos 3D ao mercado e melhorar a experiência do usuário.
O nascimento da GPU e a aliança com a Microsoft
A GPU (Unidade de Processamento Gráfico) nasceu em 1999 como produto para atender ao segmento em crescimento, capaz de processar e gerar imagens, vídeos e animações.
Dois anos depois, a tecnologia foi incorporada ao primeiro Xbox da Microsoft. Por esse trabalho, a Nvidia recebeu um pagamento inicial de US$200 milhões, estabelecendo uma parceria que permanece até hoje.

Os fundadores disseram que era preciso encontrar maneiras de potencializar o chip e que a aliança com a Microsoft foi decisiva para ampliar seu alcance.
Impacto nos jogos, nos data centers e além
Com o aumento da demanda por gráficos de alto desempenho, as GPUs da Nvidia passaram a ser usadas por Google, Amazon e a própria Microsoft para acelerar o processamento em seus centros de dados.
Além dos jogos, engenheiros começaram a aplicar os chips em outras tecnologias que estavam testando, expandindo o uso dos semicondutores além do entretenimento.
A matéria destaca que a empresa apostou nesse potencial bem antes da inteligência artificial mudar as regras do jogo, antecipando uma tendência que se consolidaria nos anos seguintes.
